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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Christian Hosoi - Testemunho Legendado


Por Comuna
Essa é a história de um dos skatistas mais relevantes dos anos 80, Christian Hosoi. Quando esteve no Brasil, inspirou-se no Cristo Redentor e criou a manobra Christ Hair. Hosoi foi um ídolo e hoje é um mito no mundo do skate. Sua conversão ao cristianismo influenciou e influencia milhares de jovens ao redor do mundo.
Hosoi continua como skatista profissional
Hosoi se viciou em drogas na adolescência, e mesmo sendo um skatista renomado, não conseguia abandonar os entorpecentes. Em 2000 a casa de Hosoi caiu. Foi preso com grande quantidade de droga em um aeroporto e foi condenado há dez anos de prisão por tráfico.


sexta-feira, 18 de março de 2011

Quanto Custa Ser Um Homem?

Por Paul Washer
A perda da masculinidade nos nossos dias.


Nas escrituras e em muitas civilizações havia esta noção de que o macho ou era um menino ou era um homem. Não há muitos jovens que gostam de ser chamados de meninos. Então, havendo apenas duas opções, um jovem iria se esforçar para se tornar um homem, pois não quer ser um menino. Mas esta falsa idéia de “modelos evolucionários” trouxe uma terceira categoria: adolescentes.



Então agora quando um garoto atinge a idade de onze, doze anos, ele é chamado de adolescente. E é dito a ele que ele tem que se auto-descobrir, buscar autonomia, ser rebelde, etc.


Mas a bíblia não ensina que exista um período assim. E esta fase é perfeita para o cara preguiçoso, que quer experimentar os privilégios de um homem, mas não quer assumir as responsabilidades de um homem, e continua agindo como um menino, até a idade de trinta anos. A responsabilidade primordial de um homem santo é gerar homens santos. A responsabilidade primordial de um pai é investir sua vida, a todo custo, para criar seus filhos, de maneira que eles cheguem a idade de 17 ou 18 anos e possam assumir o título de homem.


Alguns jovens me perguntam: “Quando eu devo começar a namorar?”. O namoro é algo recente, cultural, que nasceu nos últimos cem anos para cá. É algo recreacional. Você quer sair com uma garota… por que? Porque você quer os privilégios de ter uma parceira ao seu lado mas sem assumir as responsabilidade de ter uma parceira. Então, quando eu posso começar a me relacionar com alguém do sexo oposto? Quando você se tornar um homem.


E o que quer dizer se tornar um homem?


De acordo com as escrituras, em primeiro lugar, é ser capaz de ser o líder espiritual de uma mulher e de uma casa. Antes disso, biblicamente, você não é considerado um homem. Não é apenas ter a capacidade de fazer isto, mas é assumir a responsabilidade, o peso nos seus ombros, de guiar espiritualmente sua família, ensinando e sendo exemplo.
Além disso, você estar pronto para proteger sua família. Não significa ser cheio de músculos, mas ter o caráter forte e necessário para enfrentar as adversidades que batem a porta. Não é obrigação da sua esposa fazer isto. É sua responsabilidade se colocar na porta para que sua mulher nunca tenha que enfrentar os problemas e seus filhos tenham um lugar seguro para crescer e se desenvolver.

Quando um rapaz pode iniciar um relacionamento?


Quando ele pode ser um provedor para aquela pessoa. Por exemplo, se seu pai e sua mãe ainda pagam suas contas, “você não tem o direito” de pensar em alguém do sexo oposto. Apenas porque você atingiu certa idade não quer dizer que pode participar de tudo o que diz respeito a um homem.Você pode ter vinte e um anos e ser ainda um menino. A bíblia sempre trata com homens: “e por esta razão o homem deixa seu pai e sua mãe para se unir a mulher”.


Esta idéia de namoro recreacional, “estou com ela porque gosto dela”, não existe na bíblia, nem mesmo nas culturas dos povos, exceto na cultura moderna ocidental. Os cristãos tem pelo menos cinco relacionamentos antes de se casarem, então quando chegam no altar, cinco partes deles estão espalhadas por aí. Eles não são uma pessoa completa. Você não pode entrar em um relacionamento, de qualquer tipo de intimidade, sem deixar uma parte de você mesmo para trás.



Não existe na bíblia a idéia de um garoto, debaixo do teto de seus pais, se alimentando da mesa deles, sustentado por eles, que irá sair e se divertir com alguém do sexo oposto. Ela diz que para estar junto com alguém você deve deixar seu pai e sua mãe.



Então, tudo o que conhecemos terá que ser mudado? Exatamente. Mas se você é jovem, você crescerá rápido e se disser: “Eu não posso mais ser um garoto ou brincar com as coisas de garoto, e ao mesmo tempo esperar ter a permissão de participar nos privilégios de homens”.


Pais, é sua principal responsabilidade que quando seus garotos atingirem 18 anos, eles sejam homens. E por que a masculinidade bíblica se perdeu nos dias de hoje? Eu perguntava para um grupo de garotos: “Vocês estão no ensino médio. Vocês já escutaram seus amigos conversando sobre como crescer e se tornar um homem de verdade, desenvolver o meu caráter, ser capaz de tomar conta de mim mesmo, depois encontrar um esposa e criar uma família santa?” Não, eles estão todos brincando com Playstations e coisas assim.

Eu morei em uma tribo no Peru por muitos anos. Lá, quando um garoto tem 14 anos ele pode se casar, porque ele pode construir sua casa, pode fazer uma plantação, pode lutar para defender sua tribo de outras tribos. Mas na nossa cultura, a época do colégio é pura diversão, sem essa noção de “Eu tenho que me tornar um homem”. Depois, vem a universidade, que nada mais é que um colégio com pessoas mais velhas, onde o mesmo espírito permanece:
“Vamos pra festa! Vamos andar por aí com nossos amigos! Vamos continuar a nos divertir”.


E alguns, quando saem da universidade, continuam:


“Ótimo, agora eu tenho dinheiro, posso comprar mais Playstations! Posso ter mais hobbies e comprar brinquedos mais caros”.


E claro, eles querem sexo, então entram em um relacionamento. Mas, mesmo após o casamento, nunca assumem a responsabilidade de seu relacionamento. Pois não sabem que estão casando com uma esposa, acham que estão casando com uma “mãe”, então querem que o tratamento de “mãe” continue.



Os pais tem essa idéia de que quando seus filhos atingem a idade de 12 anos, 11 anos (e a idade continua diminuindo), e começam a pensar sobre o sexo oposto é chegada a hora deles entrarem em relacionamentos. Este não é o sinal de Deus de que seu filho deve entrar em um relacionamento, mas é o sinal de Deus que é hora de começar a trabalhar a sua masculinidade, para que com o tempo ele se torne um homem e possa entrar em um relacionamento. O mesmo vale para as meninas. A idéia de ter garotos e garotas de 12 e 13 anos se relacionando é doente.



O pior erro que você pode cometer é chegar para um de meus garotos e dizer: “Você é jovem, bonito, porque você não arranja umas namoradinhas?”. Eu vou lhe parar no mesmo instante e lhe manter distante dos meus filhos. Jovens garotos devem estar construindo castelos, lutando contra dragões e lendo Crônicas de Narnia.


O que acontece é que quando aquela faísca aparece, não há ninguém para direcioná-lo. Quem lhe ensina sobre isto é a televisão, revistas e outros garotos como você. É gasto muito tempo conversando sobre garotas, e jogos, e passeando por shoppings, e todo aquele tempo que deveria ser usado para desenvolver masculinidade e feminilidade é jogado fora.


Nos anos 60 e 70, nós quisemos dar ouvidos a grupos de feministas e homossexuais que queriam nos ensinar a como criar nossos filhos. Nós deveríamos ter ido nas escrituras, nas veredas antigas, nos caminhos do Senhor.


Houve o tempo em que os homens eram respeitados por colocarem comida na mesa. Agora, isto não é suficiente, você deve colocar dois carrões na garagem. E muitos homens e mulheres estão trabalhando e não é para colocar comida na mesa, é para comprar todos os brinquedos que a sociedade compra, pagar pelos seus hobbies e a crianças são esquecidas.


Sua obrigação não é dar as crianças todas as coisas que você nunca teve, pois foram as coisas que você nunca teve que fez de você o homem que você é hoje, e são estas coisas que você nunca teve e que você dá aos seus filhos que estão transformando-os em inúteis. Não devemos dar as nossas crianças tudo o que não tivemos, devemos dar a elas nós mesmos, um mentor, um pai, um líder.


Verso 19 de Gênesis 3 diz: “Do suor da tua face tu comerás o pão…”. Há tempos atrás, apenas pessoas milionárias viviam em mansões. Mas, na nossa sociedade moderna, achamos que qualquer pessoa que trabalhe meio-período tem o direito de morar em uma casa destas. Achamos que merecemos tudo, e que temos o dever de viver o estilo de vida que os ricos famosos vivem.



Não, não caiam na falsa idéia de que merecemos uma vida fácil, com várias férias, podendo viajar quando bem quisermos, que podemos terminar nosso trabalho no final do dia, trazer comida para casa, depois sentar na poltrona e ficar ali como um tronco de madeira morto, porque você merece. Isto está errado. Você deve viver do suor do seu trabalho. Esta é sua vida como homem. Você tem muitas obrigações a cumprir e pouco tempo para descansar. Sinto muito, isto é masculinidade.


Em suma, devemos acordar bem cedo, ir trabalhar, voltar para casa, e então nosso real trabalho começa. Temos uma esposa em casa para cuidar que precisa de muito mais do que apenas trazermos comida. E temos crianças que precisam ser discipuladas e mentoreadas. Então, desabamos na cama, para acordar no dia seguinte e fazer tudo de novo. Esta é a razão pela qual a mulher deve cuidar da casa e viver para seu marido, pois a vida dele é viver para eles.


Nossa cultura prega que devemos ter uma vida fácil. Quando a queda aconteceu, no jardim, a vida fácil foi embora. Muitos homens trabalham, e eles odeiam isso, e eles ficam com suas famílias apenas suficiente para fazer o mínimo, e então podem fugir de seus trabalhos e de suas famílias para fazer algo que realmente gostem, e suas vidas ficam sempre nestes hobbies, nos esportes, em descansar, e outras coisas.


A única maneira de achar contentamento nesta vida é vendo o seu trabalho e suas responsabilidades nesta terra como ordenanças de Deus e aguardando sua recompensa no céu, realizando o trabalho que lhe é proposto e tirando sua alegria do fato de agradar a Deus ao assumir a responsabilidade de sua masculinidade.



Então não podemos praticar esportes ou descansar? Podemos, mas não tanto quanto gostaríamos, ou tanto quanto meus amigos, que não são casados ou não tem filhos. Existem fases diferentes em nossas vidas. Onde está seu coração? A verdadeira alegria não está em continuar sendo um menino eternamente, apenas com brinquedos mais caros e continuamente sendo cuidado por uma mãe, seja ela sua mãe mesmo ou sua esposa. A alegria e o contentamento vem de assumir sua responsabilidade que lhe foi proposta por Deus, de prover para sua família, e não apenas coisas físicas, pois isso é apenas uma pequena parte da provisão.



A pessoa mais importante na face da terra para um homem deve ser sua esposa.


E vice-versa. Uma terrível ilustração para isto é que, se eu estiver em um barco com minha mulher e meus filhos, e o barco estiver afundando, e apenas eu souber nadar e for capaz de salvar apenas uma pessoa, eu devo salvar minha esposa. Você já deve ter escutado: “Não há amor como o de mãe”, isso é errado, a bíblia fala que não há amor como o amor de um pai.


Você sabe porque tantas mulheres são tão ligadas as seus filhos?


Porque suas necessidades emocionais que deveriam ser supridas por seu marido não o são, então elas buscam esse suporte emocional nos seus filhos. O problema é que as crianças não foram feitas para nutrir emocionalmente os pais. Se o marido amar a esposa mais do que tudo, as crianças olharão e dirão: “Meu pai ama minha mãe mais do que tudo neste mundo. Este lar está seguro como uma rocha, papai não vai a lugar nenhum”. E a filha dirá: “Então é assim que um homem deve tratar uma mulher. Meu pai trata minha mãe como se fosse uma rainha. Eu não irei aceitar nada menos do que isto”.
Tradução e transcrição pela Equipe BC Heart da pregação “What it takes to be a man?” – por Paul Washer


Comentário e mini testemunho do Comuna.

Infelizmente não tive a oportunidade de viver as coisas aqui orientadas na minha adolescência. Fui o reflexo negativo da perda da masculinidade nos nossos tempos. Comecei minha sexualidade com quatorze anos e a mantive ativa até os meus vinte e seis quando tive meu encontro com o Pai. Fui criado sem uma figura masculina, meu pai e herói faleceu quando eu ainda era um menino, quem me "ensinou" a ser um homem foram meus amigos da rua, meus ídolos. Minha mãe fez o máximo que pode, mas ela também andou meio perdida após a morte do meu pai. Foi através do Evangelho Genuíno que desconstrui o que aprendi equivocadamente sobre ser um homem.

Não é minha capacidade ou performance sexual que me qualifica como homem. Não é minha atitude violenta em meio as ofensas que me qualificam como homem. E também não é o fato de eu ter um bom emprego que me qualifica como homem. As Escrituras me ensinaram que o que me qualifica como um homem com "h" maiúsculo é amar a Deus acima de todas as coisas, lutar com todos os meus esforços para permanecer na contra mão da Babilônia e seus valores e dar a minha própria vida em defesa da minha família. Depois de vinte e seis anos agindo como um menino promíscuo, viciado e egocêntrico, somente no Senhor e pelo Senhor sou um chefe de família, fiel a minha parceira, pai do coração de sua filha e pai do pequeno Miguel ainda no ventre. A Deus seja a honra.

O meu grande lamento é não ter caído do cavalo na estrada de Damasco há mais tempo. 



sábado, 22 de janeiro de 2011

Desaprender Mais Do Que Aprender.



Às vezes penso como teria sido bom ter nascido em um lar evangélico. Ter recebido a instrução das Sagradas Escrituras desde minha infância para não me desviar do bom caminho na minha maturidade. Penso como poderia ter sido diferente minha adolescência, minha infância, como poderia ter suportado melhor a morte de meu pai, mais uma vítima de um assalto na cidade tiroteio (Rio de Janeiro).

Pensamentos...conjecturas, especulações de uma vida que não volta mais.  

Mas aprouve Deus que até meus vinte e seis anos eu vivesse longe do estreito caminho e pela estrada larga do sexo, drogas e rock n’ roll acelerasse bastante. Muitas experiências nesses anos, acumulei certo aprendizado para, depois do meu tombo do cavalo a caminho de Damasco, começar a desaprender tudo que aprendi.

Esse pensamento foi um diferencial importante no início da minha conversão. Desaprender muito mais que aprender. Desaprender a ser um caçador primata atrás de todo quadril largo, desaprender a extravasar minhas angústias e fúrias no meu nariz (se é que me entende), desaprender a me justificar e nunca assumir meus erros, desaprender a mentir. Essas coisas, o Espírito Santo me convencia que realmente precisava desaprender. Porém, os seus “representantes” na Terra me diziam que eu tinha que desaprender mais algumas coisitas, do tipo: Desaprender a questionar, desaprender a criticar, desaprender a pensar por mim mesmo, desaprender a escolher por vontade própria, etc.

Certa vez escutei alguém dizer que Deus tiraria de mim somente o que não prestava. Gostei de ouvir isso, porém, depois de algum tempo, essa frase se tornou um tormento. Os anos se passavam e por dentro eu continuava a ser um questionador, meu espírito revolucionário continuava a bradar, no entanto, minha extrema vontade de desaprender a “rebeldia questionadora” e aprender a “submissão a liderança”, fazia com que eu me calasse, engolisse não apenas sapos, mas o brejo inteiro!

Eu estava sendo cauterizado por lobos dentro do rebanho, eu ainda acreditava que no ambiente eclesiástico as coisas eram diferentes do secular. Ledo engano! A meu ver são piores, pois se profana o que é santo, o nome de Deus.

Por conta desses conflitos, iniciei um trabalho de pesquisa, queria saber se somente eu tinha esses dilemas internos. Foi o início da minha libertação!

Como o conhecimento é libertário. Depois de conhecer a Apologética, o Senhor me conduziu a faculdade de Teologia, e hoje finalmente, estou começando a compreender o que é a Graça. A entender verdadeiramente o que é liberdade em Cristo. 

Então, foi aí, que descobri que iniciaria um novo processo de desaprendizagem. Desaprender todo equívoco teológico que me foi incutido nesses meus quatro anos de caminhada com o Mestre. Confesso que ainda estou em processo de libertação, vez em quando ainda me pego pensando como um seguidor do evangelho triunfalista pregado por aí. Só a Graça...

Desaprender todo sincretismo religioso e aprender a andar apenas com as Escrituras. Nada mais.

É nesse ponto que volto a pensar e entro em conflito com meu pensamento inicial desse texto. Será que realmente seria bom ter nascido em um lar evangélico?

Convivo com pessoas que foram criadas dentro de igrejas e tenho a impressão que não conhecem Deus nem de ouvir falar! Tanto legalismo por um lado, tanta falta de temor por outro. Eles carregam um fardo tão, tão pesado, e o meu Senhor afirmou que nosso fardo seria leve.

Minhas dificuldades hoje estão ligadas as minhas experiências antes de Cristo. A memória é uma ilha de edição, já diria Waly Salomão, e às vezes esses flashbacks são realmente uma pedra no sapato. Tanta cena promiscua que gostaria nunca ter presenciado.

É quando penso como poderia ter sido bom ter sido um evangélico desde minha infância. Mas logo vislumbro outros problemas que poderiam surgir. Imagine o estrago de trinta anos de legalismo, triunfalismo e sincretismo.

Começo o meu terceiro período de teologia, estou ansioso pelo retorno as aulas. Ansioso para desaprender mais coisas em 2011, e depois que eu estiver completamente vazio, pela misericórdia do Pai, me encher e transbordar do conhecimento e da Graça como nos instruiu o apóstolo Paulo. Buscando o dom do amor, da sabedoria, da palavra do conhecimento e do discernimento dos espíritos, para servir ao corpo de Cristo com relevância.
Porque no final das contas, tudo isso se trata apenas disso. Servir aos outros.

Deus abençoe!

Marcello Comuna.