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terça-feira, 10 de abril de 2012

A Minha Alma está Armada e Apontada para a Cara do Sossego.


Por Marcello Vieira
Certa vez Charles Spurgeon sintetizou muito bem o quê é um cristão, ele disse: “Todo cristão ou é um missionário ou é um impostor.” Uma frase radical como o evangelho.

O primeiro chamado de Jesus ao homem é a redenção. O segundo é a subversão.

Igreja e missão são sinônimos no projeto de Deus. Cristão e missionário são sinônimos nessa fase de implantação do Reino. No convite de Jesus está implícita a frase: Saia da sua zona de conforto! 
Afinal foi isso o quê ele fez. Abandonou o conforto da sua glória divina para se espremer dentro uma matéria humana.

Na verdade, Jesus foi o maior missionário de todos os tempos. E ele ordenou: Sejam meus imitadores!
E missão não é algo que a igreja tem que fazer. Missão é algo que a igreja tem que ser. Não há justificativa bíblica para institucionalizar uma igreja que não seja para transforma-la em uma agência missionária. Uma igreja que se institucionaliza e passa arrecadar dinheiro tem como dever moral patrocinar missões.

E o quê é missão?

Intervenção na história! Ação, comprometimento, sacrifícios de misericórdias.
Pregar o evangelho focando unicamente em patrulhamento moral é condensar o seu poder atômico de transformação sócio cultural. O arrependa-se não se limita aos pecados morais, mas também está em mudar as lentes, tirar o foco do umbigo. Ou seja, uma igreja bíblica é uma igreja missionária.

E quem é a igreja? 


Somos todos nós que declaramos Cristo como Senhor. 


E o quê que estamos fazendo?

Pouco! Muito pouco! Estamos acomodados nas poltronas das igrejas, estamos traçando o nosso plano de vida, estamos fundamentando o NOSSO REINO e, de quebra, usamos o nome de Deus como um patuá para nos abençoar.  Nos tornamos extremamente egoístas. Nos tornamos fariseus pós modernos, dando esmolas e apegados a uma religiosidade inútil. Uma igreja missionaria se compromete socialmente com as mazelas da sua localidade. Sem partidarismo, exercendo apenas o amor, exercendo apenas sua cidadania.

Até onde estamos indo por Jesus? Essa é uma pergunta comum quando se fala em missões, porém, eu pergunto diferente: O quê você não faria de jeito nenhum por Jesus?


Responda sinceramente essa pergunta e descubra onde está o seu coração. Descubra quem é o seu amor maior, descubra quem você idolatra em espírito e em verdade. É, seu sei. Jesus perde para o seu filho, seu cônjuge, sua carreira, seus sonhos...

A igreja não ama Jesus acima de todas as coisas, por isso, não consegue negar si mesmo e viver pelo outro. Por isso não consegue ser suficientemente relevante. E se ele não é o nosso amor maior, nunca sairemos da nossa zona de conforto, nunca seremos agentes transformadores do Reino, nunca seremos missionários, logo,  continuaremos sendo impostores! Impostores brigando pela defesa do evangelho. Somos patéticos.


Precisamos resolver isso com Ele!

Essa é a pergunta de nossas vidas.  Ao responde-la sinceramente, talvez descubramos que até hoje andamos mentindo para nós mesmos, e esse é o maior boicote que alguém pode fazer a si.

Então você pergunta: Como isso aconteceu? Eu mudei tanto! Eu parei com isso, eu parei com aquilo, ou então, eu nunca fiz isso, eu nunca fiz aquilo. A questão é que o evangelho não nos foi dado para fazer um patrulhamento moral, ele veio para restaurar à correta cosmovisão.
O problema é que você não aderiu o evangelho. Você aderiu ao movimento evangélico, e movimentos enganam, alienam e lobotomizam.

O movimento evangélico hoje no Brasil, infelizmente não tem mais nada haver com o Evangelho de Jesus. É um verdadeiro sepulcro caiado. Transparece uma paz, contudo, é uma paz inerte e muda perante o império da maldade. E paz sem voz não é paz, é medo.

Buscam desesperadamente paz para seus corações e seguem admitindo toda maldade do mundo sem rebelar-se, para assim, continuarem tentando ser felizes em suas zonas de conforto.

A institucionalidade da igreja trouxe conforto e proteção, porém, com o tempo, trouxeram dúvidas para quem as viu se transformarem em prisões. Para quem as viu se transformarem em masmorras que ferem muita gente boa de Deus.

O clamor final é: Arrependa-se igreja! Vamos resgatar a unidade, a relevância dos cristãos primitivos.

Vamos nos abraçar e fazer filhos na fé e não nos limitarmos às poltronas dos dias de domingo.

Que arda o seu coração! Que o seu espírito se rebele, assim como aconteceu com o espírito de Paulo ao ver a idolatria grega, ao ver o avanço do império da maldade. Que você seja um cristão em missão na sua realidade local. Que ricos e pobres, fortes e fracos, opressores e oprimidos, possam reconhecer Jesus em você. 

Que a sua alma esteja armada e apontada para a cara do sossego! Porque paz sem voz não é paz, é medo.



segunda-feira, 5 de março de 2012

Deixei de Ser Evangélico - Sou Demais Pra Esse Quintal!




Por Marcello Vieira
Diante da necessidade humana exacerbada de rotular o outro, de colocar tudo dentro de uma caixinha ou de uma fórmula, há de reconhecer-se que houve grande banalização do sacramento, do puro e do divino por conta da falta de ética religiosa e ferozes ataques do relativismo. O quê é santo? O quê é puro? Vivemos em uma Era que crer no absoluto é ser retro e preconceituoso (quem lê entenda). Sendo assim, assumir algum rótulo para si não é uma garantia que o sentido literal do rótulo usado será compreendido. Por exemplo, quando digo que sou evangélico, quase nunca sou visto como um subversivo do amor, um revolucionário desarmado lutando para intervir positivamente na história ao meu redor. Literalmente, evangélico é aquele que carrega os atributos do evangelho. Ora, que enorme elogio deveria ser reconhecido como evangélico! Porém, em tempos de Festival Promessas, Teologia Triunfalista, aberrações experimentalistas transvestidas de poder de Deus, o termo evangélico tornou-se pejorativo e ganhou outros significados no inconsciente coletivo popular.  Alguns deles são o de: Intolerante, homofóbico, irrelevante, egoísta, mau caráter, fanático religioso, entre tantos outros. É ou não é?

Quantas vezes você não se acanhou em dizer que era evangélico, não por vergonha do evangelho, mas com receio da leitura equivocada que fariam de você?

Infelizmente, devo admitir que a própria igreja, em muitos casos, foi a grande responsável por esses adjetivos pejorativos. Contudo, gostaria de trazer luz a uma verdade aos que não estão aprofundados no mundo teológico cristão. Uma verdade desconhecida por esses.

A Igreja (um grupo chamado para fora) que teve por fundador Jesus de Nazaré, foi criada com a proposta de subverter o status quo corrompido com o maior e melhor livro revolucionário da história - O Evangelho. Esse livro revoluciona o ser humano de dentro para fora trazendo respostas as inquietudes da alma.  E aprouve a Deus, confiar tão nobre tarefa a homens pecadores, causando certo “ciúme” até mesmo nos anjos, que adorariam exercer essa função revolucionária de evangelizar a Terra, como nos relata o apóstolo Pedro. 

Contudo, hoje, aquela que deveria ser a maior instituição revolucionária da história, causando uma intervenção direta na sociedade como um todo, com exemplos de retidão e amor ao próximo, transformou-se em empresa, em partido político corrupto egocêntrico, em prostíbulo do sagrado – A Igreja da Besta, como narra o livro de Apocalipse, sentada no trono presumindo-se Deus.  

Porém, como sempre foi na história, existem os remanescentes, aqueles que se mantiveram fiéis aos princípios da revolução do Amor proposta por Cristo. Esses guerrilheiros não levantam armas de fogo, sua força bélica é a paixão pela oração feita por Jesus naquela antiga montanha, na qual ele dizia: “Venha a nós o TEU REINO, seja feita a tua vontade assim na terra como nos céus”.

A munição desse exército marginal são as palavras do discurso mais subversivo de Jesus, aquele que quebrou e continua quebrando um velho paradigma:
“Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo.
Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;  Mateus 5:43-44

Hoje, tenho a impressão de existirem somente duas igrejas na terra. Aquela que se estabelece em todo lugar onde há o encontro desses remanescentes da revolução genuína do evangelho, aquela que subverte a miséria em esperança, aquela que subverte o ódio em amor, aquela que subverte o pecado em redenção, e a outra - aquela que arrasta multidões, que auto rotula-se igreja de Deus e que, por conta do seu marketing empresarial, usurpou o lugar no inconsciente coletivo da verdadeira igreja proposta por Cristo.

Creio que a nossa função, nosso chamado e maior desafio como remanescentes é, com todo o esforço nos enquadrar dentro de Mateus 5:43-44. Se assim não for, toda nossa boa obra, toda nossa denúncia e toda nossa apologética serão queimadas pelo fogo da transparência que sairá dos olhos Daquele que tudo vê desde sempre. Quando cada ser humano estiver diante do Reis dos reis, o olhar d’Ele penetrará as câmaras mais profundas das motivações humanas. Nesse dia, eu quero me prostrar em adoração e não em vergonha.

Por conta disso, pegando um gancho com o Ricardo Gondim, eu também me declaro rompido com o movimento evangélico. Rompo porque hoje esse nome e movimento não representam o verdadeiro Evangelho. Rompo sem medo, porque os valores são mais importantes do que um termo. Não me rotulo assim. Na verdade, rótulos não me cabem, minha liberdade conquistada na cruz através de Jesus me faz leve e livre demais para esse quintal.

Nem comuna, nem capitalista, nem plebeu e nem burguês. Nem calvinista, nem arminiano, nem reformado e nem pentecostal. Eu sou o quê o sou!

Mas se você ainda tiver essa grande necessidade de me enquadrar em um rótulo, pode me chamar de um pequeno discípulo de Cristo, apenas um rapaz latino americano subversivo do amor, ou simplesmente, um cristão protestante. Um protestante da paz, um militante contra a herança babilônica egoísta e hedonista que se rebela contra a implantação total do Reino de Deus na terra. Apenas um homem que acredita no poder do verdadeiro evangelho para transformar tudo em todos.

Soli Deo Gloria

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O Papa é Pop - Cristo é Underground



Por Marcello Comuna
Acho relevante antes do texto em si, uma compreensão do termo underground. 

Underground significa subterrâneo, em português, e é usado para chamar uma cultura que foge dos padrões normais e conhecidos pela sociedade. Underground é um ambiente com uma cultura diferente, que não segue modismos e geralmente não está na mídia. 

Existe também a cultura ou movimento underground, que é formada por um grupo de pessoas que não está preocupada em seguir padrões comerciais, e pode ser chamada também de cena underground. A Cultura Underground está relacionada a música, artes plásticas, literatura e toda forma de expressão através das artes, principalmente pela cultura urbana contemporânea. Um indivíduo que deixa o movimento fala-se que "deixou o undergrond" ou "saiu do underground", e isso ocorre quando eles se tornaram populares e conhecidos pelo público, então não fazem mais parte dessa cultura. 

Vamos ao texto. 

“Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis quem eu sou, e que nada faço por mim mesmo; mas falo como meu Pai me ensinou.
E aquele que me enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada. Dizendo ele estas coisas, muitos creram nele”. João 8:28-30 

Jesus estava na missão. Após mais um dia de caminhada e pregações, um grupo de judeus crê em suas palavras. Uma dialética tinha sido instaurada e os judeus tinham se convencido. Jesus deveria estar satisfeito, afinal, esse é o objetivo de um pregador, que seus ouvintes acreditem em suas palavras. 

A missão do dia estava cumprida. Se fosse em nossos dias, chamaríamos os convencidos à frente, induziríamos a repetir uma oração publica confessando Jesus como Senhor e arrependendo-se de seus pecados. Pronto! Iriamos para casa com nossa consciência e vaidade satisfeitas. Para muito de nós o trabalho estaria concluído. Nada mais precisaria ser dito. Daríamos a benção apostólica e encheríamos nossa boca para dizer que “N” pessoas foram salvas com nosso trabalho. 

Analisando o modo como Jesus compartilhava a verdade, penso que nosso trabalho evangelístico pós-moderno está muito distante do evangelismo praticado pelo próprio Cristo. 

Jesus poderia ter parado por ali, já tinha aumentado o rebanho. Mas supreendentemente ele continua a falar para aqueles que creram nele. Ele vai para o nível 2 do seu discurso e o clima fica tenso. 

Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos;
E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. João 8:31-32

Minha mente literária gosta de pensar que nesse momento, Pedro, o mais ousado dos apóstolos, deve ter cochichado com João: “Ih! Vai dar merda!”.

Jesus deixa claro que não bastava fazer uma oração confessando-o como Senhor ou cantar músicas exaltando o seu nome, era preciso ir além. Os judeus na época de Jesus já carregavam uma enorme tradição e se consideravam um povo superior ao outros, não se sujeitando a ninguém. Aí Jesus chega e diz que ele só serão verdadeiramente livres após conhecerem a verdade. 

Que conversa é essa? Nunca fomos escravos de ninguém! Replicaram os judeus. Vs. 33. 

Jesus poderia recuar como faz os seus pseudos representantes nos programas de televisão quando são contra argumentados com outras verdades. Ele poderia abrir mão da sua verdade absoluta em nome do ecumenismo ou relativismo, como faz os artistas gospels da grande mídia. Ele poderia simplesmente evitar o conflito, afinal, aquelas pessoas já tinham acreditado nele. O importante não é aumentar o rebanho? Para Jesus isso não bastava, na verdade, isso não era importante. Esse frenesi por quantidade é uma influência direta do sistema capitalista em nosso meio. Mas isso é outra conversa... 

Jesus estava preocupado com o interior das pessoas. Ele queria faze-las enxergar os seus pecados e a partir daí começar um processo de redenção como estava acontecendo aos poucos com os doze que o assessoravam. Havia chegado o momento de espremer a ferida, expelir o pus, desconstruir castelos da religiosidade e tradição, dos achismos, da soberba judaica, da hipocrisia farisaica. 

Os judeus se consideravam os santarrões da terra. Jesus, porém, lhes diz: “Vocês são escravos do pecado”! Vs. 34 

Eles se vangloriavam de ser filhos de Abraão, assim como muitos incrédulos que convivemos hoje em dia afirmam que também são filhos de Deus. Jesus para esses afirmou: “Vocês são filhos do diabo!” Vs.44. (Nessa hora Pedro deve ter falado novamente: “Agora vai dar muita merda mesmo”!). 

Vai vendo a diferença do discurso do nosso Mestre para o discurso dos “cristãos” midiáticos. 

E aqui ele diz algo de suprema importância para nosso tempo apostata. 

“Mas porque eu digo a verdade não me credes [...]. Se vos digo a verdade por que não me credes? Quem é de Deus ouve as palavras de Deus, por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus”. (Meus irmãos calvinistas adoram essa parte do texto) 

Jesus traz à tona aquelas falsas conversões. Aquelas decisões baseadas em emoções. 

Responderam, pois, os judeus, e disseram-lhe: “Não dizemos nós bem que és samaritano, e que tens demônio”? Jesus respondeu: “Eu não tenho demônio, antes honro a meu Pai, e vós me desonrais.
Eu não busco a minha glória; há quem a busque, e julgue”. João 8:48-50 

Ué?! O grupo não tinha crido? Porque voltaram a chamar Jesus de endomoniado? Jesus tem que se justificar e voltar a afirmar que era de Deus! O conflito estava instaurado, o Mestre abre mão dos elogios, dos tapinhas nas costas e de novos convites para pregar na sinagoga. 

Viu apologeta? Antes de você, Jesus também recebeu o título de encapetado por pregar o evangelho genuinamente e refutar as heresias. Renove suas forças e continue seu trabalho! Deixa os cabritos berrarem! 

Por fim, os que haviam se “convertido” pegam pedras para apedreja-lo. Contudo, o Mestre dá um “ninja gaiden” e despista seus candidatos a algozes. 

Nosso mestre deixou o exemplo. Ele nunca fez questão de ser pop. O papa é pop, o gospel é pop, Diante do Trono é pop, Pregador Luo virou pop. E o pop não poupa ninguém, já diria o poeta. Arrasta milhares com suas sedutoras propostas de glória e fama.

Nosso General é Underground! Nosso General nunca usou o pretexto de alcançar almas para buscar glória e fama, antes esvaziou a si mesmo. Seu discurso sempre foi under, sempre foi na contra mão da maioria. Ele não ficou com cara de paisagem diante a dureza de coração do povo, não envergou seu discurso mediante a uma situação de iminente perigo e que, se ele quisesse, poderia transformar em uma situação de consagração junto aos judeus. Perceba que caso Jesus abrisse mão do complemento do seu discurso, tudo terminaria em paz. Como termina em paz as apresentações na TV desses que negociam a verdade. No final ele sairia aplaudido e elogiado. Mas ele precisava dar o exemplo, afinal, foi ele mesmo que disse que bem aventurados seriamos quando pelo nome dele fossemos perseguidos. 

Igreja! Pare com essa bobagem de querer montar um ministério megalomaníaco para ganhar o Brasil, a China, a Nova Zelândia ou o raio que o parta para Cristo! Não se venda sob o pretexto de ganhar multidões. Pare de usar Salmos 2.8 para legitimar suas aberrações evangelísticas. Muitos homens ambiciosos alegam que estão em busca de conquistar as nações, as multidões para o Reino, por isso precisam construir impérios. Usam descaradamente e fora de contexto o verso: “Pede-me, e te darei as nações como herança e os confins da terra como tua propriedade”. Pastores e cantores incitam pessoas a repetirem essa oração como se fosse um mantra levando-as ao erro para influencia-las a colaborarem com seus projetos gananciosos travestidos de "busca pelas nações". Isso não é uma oração para os homens, esse verso trata-se de um sublime e magnifico diálogo entre o Filho e o Pai. Esse Salmo é altamente poético, profético e escatológico. 

Deus entregará as nações a Cristo para julgá-las, esse é o teor da conversa. Nada tem haver com evangelismo. Veja o quê diz o verso seguinte: “Tu as quebrarás com vara de ferro e as despedaçarás como a um vaso de barro". Salmos 2:9 

Isso faz algum sentido? Evangelizar nações para julga-las e destruí-las? Claro que não! Deus entregará as nações e os confins da terra para Cristo, não para você!

Enfim, equívocos interpretativos a parte. 

Não adianta! O Evangelho genuíno nunca será pop. O Evangelho é underground, corre na contra mão, é marginal, é anti-mainstream. Se você anda pregando o evangelho e os não cristãos andam te aplaudindo demasiadamente, aconselho-te a rever o conteúdo que andas pregando. 

Abraços fraternos desse humilde servo que anda vigilante para manter-se no undergroud.

Leia me também no meu blog. http://verboprimitivo.blogspot.com/

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Os Crentes Covardes da Globo


Donnie Swaggart

"Todo cristão ou é um missionário ou é um impostor" Spurgeon.

Por Marcello Comuna
Deus chamou o seu povo para realizar muitas obras, porém penso que existam três alicerces principais dessas obras. Primeiro, chamar pessoas ao arrependimento, segundo, anunciar o seu Reino e Justiça, e em terceiro, anunciar a salvação através de Jesus Cristo pelo seu sacrifício na Cruz. No meu entendimento, são esses os principais pilares para sustentação de uma vida cristã relevante e subversiva, ou seja, que transforma a ordem das coisas, o status quo.

Jesus certa vez falou sobre separação entre joio e trigo. Na parábola encontrada no livro de Mateus 13.24:30, vemos o Messias dizendo que joio e trigo cresceriam juntos, mas que no tempo certo seriam separados. A interpretação tradicional aponta essa passagem como um anúncio do que acontecerá no juízo final, onde serão separados os verdadeiros cristãos dos falsos. Não discordo dessa interpretação. Mas hoje, quero fazer um link desses versos com o burburinho do momento - O Festival Promessas.

Nós que temos apontado os erros doutrinários das mensagens pregadas pelos cantores envolvidos nessa aproximação com a Rede Globo, nós que temos alertado para a ilusão que a família Marinho tem despertado nos "crentes" - temos sidos ofendidos, cuspidos, vaiados e caluniados como invejosos e hipócritas.

Bem, não preciso me justificar e nem justificar o óbvio. Basta ler as Escrituras para perceber que nossas refutações estão alicerçadas sobre ela. Os adoradores da secularização do evangelho usam a falácia do Espantalho para nos contra argumentar. Criam um personagem para bater como se esse personagem fosse o alvo de nossas criticas. O espantalho em questão é o sucesso dos artistas gospels. Ora, fazer sucesso não é o problema, estar na Globo não é o problema. Seria até muito proveitoso se os que lá chegaram não tivessem se acovardado!

Sim, covardes! Fiz uma análise sobre o discurso dos evangélicos que tiveram no programa do Faustão e não encontrei em seus lábios a verdade genuína do evangelho, encontrei apenas meias verdades.

Aline Barros e Fernanda Brum tiveram a oportunidade de estarem juntas no programa do Fausto Silva, e para meu desgosto, já que considero elas mulheres de Deus, ambas apresentaram um discurso ecumênico, água com açúcar, vago, abstrato. Em certo ponto, passou-se a impressão que elas imploravam para serem aceitas, querendo justificar a música gospel.


Aline diz: Quem não quer uma mensagem dessas?!Eu respondo: Ora, todo mundo quer!
O problema é que a Bíblia diz que muitos não aceitaram e nem aceitarão a mensagem!! Se você está pregando algo que todo mundo aceita, logo, não está pregando o Evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo!!

Infelizmente, esse discurso se estendeu para o Festival Promessas e por todos os artistas que por lá passaram. O primórdio da mensagem do evangelho que é o arrependimento não foi mencionado. E por que não foi? Por que para falar de arrependimento consequentemente tem que falar de pecado, e ninguém quer falar de pecado dentro do QG da Babilônia, né?!

Mas como nosso Deus é soberano e sua palavra se cumpre, quando os cristãos se calam as pedras clamam!

O movimento Hip-Hop estava chamando atenção no final da década de 90. O rap foi a música da virada do século. Racionais Mc's encabeçaram o respeito que o movimento adquiriu abrindo as portas para outros cantores. Foi o caso do carioca MV Bill, hoje um rapper e um empresário de sucesso.Conhecido pelos versos e discursos contundentes que denunciam as injustiças sociais, o racismo, a corrupção e a violência da polícia nas comunidades carentes, o rapper da Cidade de Deus chegou, assim como os evangélicos, onde jamais imaginariam - Na Rede Globo.

O ano era 2004, eu tomava uma cerveja gelada e aguardava ansioso pela estreia da nossa cultura Hip-Hop naquela tarde de domingo. A música de sucesso do Bill à época era Declaração de Guerra, cuja a letra é uma das mais pesadas do rapper, com críticas que vão do Planalto até a...bem, continue lendo.

Faustão faz a chamada e MV Bill entra para tocar ao vivo e com banda (coisa rara no programa), vestido de vermelho da cabeça aos pés. Os violinos anunciam que a música seria aquela que não acreditávamos que ele tocaria dentro da Rede Globo. Eu pensei: "Vai dar merda!'.

E MV Bill discorre seus seis minutos de música até que chega nos versos que dizem assim:

"...Porque? Pra que? Só tem Paquita Loira! Aqui não tem preta como apresentadora! Novela de escravo a emissora gosta, mostra os negros sendo chibatados pelas costas..."

Fausto Silva se desespera, começa a falar por cima da música dizendo que aquela parte era um improviso. Mentira! Era a letra oficial! Alguém papou mosca e colocaram um subversivo da favela com o microfone na mão no horário nobre! E o subversivo não perdeu a oportunidade! Ao contrário dos "crentes", honrou a sua Zorba!


O interessante é que com essa atitude o Bill ganhou mais respeito e até hoje tem acesso livre na Globo. Depois disso particpou como um professor na Malhação e recentemente até da Danças dos Famosos. Quando somos verdadeiros, mesmo que causemos polêmicas, as pessoas passam a nos respeitar. Já o camaleão que enverga o discurso conforme a situação, pode até ficar confortavel durante um tempo, mas no fim, a suas máscaras sempre caem.

O joio e o trigo se evidenciam nesse momento. Existem aqueles fãs histéricos que apedrejam qualquer um que critique seus ídolos. Aqueles que choram de emoção nos shows da fé.
E existem aqueles que cumprem as ordenanças cristãs deixadas por Paulo em sua carta a Tito. Julgando tudo de acordo com a são doutrina e chorando pelo desrespeito com as Escrituras.

O conceito de evangelismo está totalmente distorcido na mente de milhares de cristãos. Eles estão afirmando que o Festival Promessas foi uma vitória porque o nome de Cristo foi proclamado.

Eu pergunto: Que vitória há nisso?! Se o contexto desse Festival fosse o Egito, a Coreia do Norte, realmente seria uma vitória. Lá, ser cristão dá cadeia e morte! Ficar repetindo o nome de Jesus como se fosse um mantra não O glorifica em nada e muito menos evangeliza alguém.

Estamos vivendo o momento em que joio e trigo estão sendo separados. Em que ovelhas e cabritos estão sendo revelados. Fiquemos firmes!

Deus abençoe.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Tá cada Vez Pior!


Por Marcello Comuna
Tá russo!

Paul Washer certa vez disse: “O evangelho pregado corretamente é um escândalo. Se o quê você prega não incomoda, então já não é mais evangelho”.

Enquanto a maioria dos evangélicos do Brasil comemora a entrada triunfal dos seus ídolos gospels pelos tapetes vermelhos da Rede Globo, eu chego à triste conclusão que o evangelho nesse país não cresce há muito tempo, ou pelo menos, não na proporção que o IBEGE divulga.  Como diria meu amigo Daniel Lopez: “Se não incomoda a Globo, não incomoda o diabo”.

É isso! Por mais lucrativo que o mercado gospel tenha se tornado, será que a diretoria da Rede Globo daria espaço para pregações do evangelho genuíno no melhor estilo Paul Washer, Paulo Junior, Lutero, Calvino ou Spurgeon?  Será que se as letras dos “adoradores” do Festival Promessas fossem carregadas de cristocentrismo e teologia do sofrimento e da redenção como os antigos hinos da Harpa Cristã, a Globo, mesmo de olho grande no lucro desse mercado em ascensão cederia seu horário nobre?

Esse evangelho que chegou até a Globo não constrange, por isso afirmo, isso que está lá não são os ensinos de Cristo e dos apóstolos. Um evangelho que apenas causa emoção e não te empurra para o arrependimento é anátema.

Eu tive o desprazer de tentar dialogar com alguns dos que apóiam e comemoram o gospel na Globo.  Meu Deus! Fazia tempo que eu não era tão ofendido simplesmente por citar versículos bíblicos! Me regozijo em Deus por isso!

Essa falta de educação é um reflexo claro do tipo de alimento que essa gente anda ingerindo. Arrogância e ganância travestida de humildade. Acho que nem nas antigas Cruzadas o nome de Cristo era tantas vezes pronunciado em vão como em nosso tempo.

Alguns usam Filipenses 1:18 para justificar seus apoios a aliança Globo e Mundo Gospel. Penso que esse versículo não pode ser aplicado à atual conjuntura. Paulo afirma que apesar das motivações erradas, aqueles homens pregavam o Cristo. Então, podemos presumir baseado nas outras cartas do apóstolo refutando heresias e instruindo seus discípulos a fazerem o mesmo que, o Evangelho que aqueles invejosos e competidores pregavam era o genuíno, carregado de uma teologia correta. Duvido muito que Paulo abonasse aquela situação se um falso evangelho estivesse sendo pregado. Logo, chegamos à conclusão que a situação naquele caso era bem diferente, pois hoje, além das motivações erradas, um falso evangelho é apresentado o povo, causado danos que só teremos dimensão na eternidade.

Mas no final, Ele vem pra medir, e seria melhor que muitas pedras fossem amarradas em muitos pescoços. Lucas 17:2.

Deus abençoe.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Manifesto Evangelista no Festival Promessas


Descrição

"Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino,
Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.
Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;

E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.
Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério". 
2 Timóteo 4:1-5

Conclamamos os inconformados com as atuais distorções do Evangelho do Reino e da Salvação para o ato público no dia 10/12/2011, durante o Festival Promessas, realizado pela Rede Globo no Aterro do Flamengo. Sabemos que a aproximação dessa emissora com os evangélicos trata-se de uma questão mercadológica e não tem nenhuma ligação com a real proposta das Escrituras Sagradas. Seremos as vozes que clamam no deserto, estaremos aproveitando a oportunidade para pregar o Evangelho Puro e Simples que tem sido negligenciado dos púlpitos da maioria das igrejas brasileiras. Aproveite essa oportunidade para fazer mais do que reclamar na internet.

Que Deus cruze os caminhos dos sete mil que não se dobram diante de Baal. 1 Reis 19:18. 

Que os Joãos Batistas do século XXI sejam recompensados de acordo com a vontade do Pai.

n'Ele, que renova nossas forças e nos tira da zona de conforto. 

Mais informações na página do evento no facebook.

Nosso trabalho está sendo inspirado pela labuta dos irmãos que tem pregado o verdadeiro evangelho nas Marchas para Gizus. Leia sobre isso clicando no link;

Abraços fraternos,

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um Convite a Bandeja de Prata - Consequências de uma Juventude Sem Radicalismo



"7. Dizia, pois, João à multidão que saía para ser batizada por ele: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir?
8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai; porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão.
9 E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não dá bom fruto, corta-se e lança-se no fogo.

10 E a multidão o interrogava, dizendo: Que faremos, pois?
11 E, respondendo ele, disse-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira.
12 E chegaram também uns publicanos, para serem batizados, e disseram-lhe: Mestre, que devemos fazer?
13 E ele lhes disse: Não peçais mais do que o que vos está ordenado.
14 E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós que faremos? E ele lhes disse: A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo". 
Lucas 3:7-14





Por Marcello Comuna


Frutos Dignos de Arrependimento


Nos dias de hoje a expressão "dar frutos" ou simplesmente "frutos", transformou-se em mais um substantivo usado para ostentação e até mesmo contra argumentação de muitos homens que não aceitam serem confrontados pela sã doutrina das Escrituras Sagradas. Hoje, temos os hereges famosos com muitos seguidores. Para esses, seus seguidores são os seus frutos, logo, suas obras e doutrinas são irrefutáveis e, qualquer um que os critique é filho do diabo ou um invejoso infrutífero. 

Porém, João deixa claro que o fruto tratado nas Escrituras são os frutos dignos de arrependimento. Os frutos são as atitudes dignas de uma pessoa arrependida de suas más obras, o fruto é a transformação do caráter. As consequências de uma pessoa transformada genuinamente por Cristo são as suas boas obras, mas a evidencia número um de um produtor de frutos dignos de arrependimento é sua transformação moral. E essa transformação passa pela compreensão do que foi feito na cruz. Nasce um constrangimento natural em ser útil para sociedade e viver corretamente. Pois, passa-se entender que na cruz foi feita a mais completa e perfeita reconciliação de toda história. Uma humanidade pecadora, imoral e cruel sendo reconciliada com um Deus santo, moral e bondoso. São coisas antagônicas e impossíveis de conceber dentro de uma razão lógica. Imagine dois seres humanos; um cruel, imoral e cretino. O outro bondoso, moralista e intelectual. Pense se poderia haver um convivência harmoniosa entre esses dois. Evidente que não! Para o homem é impossível ter paz com Deus, porém, o que foi impossível para os homens foi possível ao Eterno. Lc. 18:27.

Contudo, isso não deve ser motivo de vanglória. Deus suscita filhos das pedras. Há tempos as pedras estão clamando. Pessoas que não são cristãs muitas vezes tem dado um testemunho mais fiel do evangelho do que os próprios crentes. Paulo nos orienta sobre isso quando diz que judeu é aquele que tem as leis gravadas no seu coração. Romanos 2:29

Machado à raiz.

A irrelevância custará um preço muito maior do que já custa hoje. A indiferença dos bons, dos politicamente corretos, dos que fogem do conflito com medo de magoar o irmão, dos que sempre ficam em cima do muro, tem sido as rodas do trem da perversidade. Para que o mal triunfe basta que os bons não façam nada (Edmund Broke). Fé sem obras é mortas. 

Cristo é o único caminho para o céu e não há salvação fora d'Ele, assim cremos. Dizemos que temos Cristo, mas somos inúteis e egoístas sobre a face da terra. Tudo que fazemos é pensando nos nossos interesses. Olhamos para pessoas de outras religiões, para os materialistas, socialistas e pacifistas, e afirmamos que eles estão indo para o inferno porque negam Deus como salvador e baseiam sua evolução e salvação em avanço racional e melhorias humanas. Em certo ponto estamos corretos e isso deveria nos constranger ainda mais. Homens que estão indo para o inferno têm sido mais relevantes e amáveis com os mais fracos do que nós que estamos indo para o céu!

Eu prefiro estar no meio de um bando de revolucionários idealistas ateus praticando o bem, a caridade, o voluntariado, estando convicto da minha fé, me esforçando em oração e exemplos para converter seus equívocos teologicos e potencializar ainda mais os valores do Reino que já foram cravados pelo Criador em seus corações, do que estar entre um bando de "irmãos" irrelevantes, que só se juntam com virilidade para comerem pizza, jogarem paint boll, futebol, irem ao cinema ou fazer qualquer outra coisa que não lhe custem nada. 

Afinal, quem luta por justiça e pratica o bem está aplicando o evangelho do Reino de Deus.

Somos chamados para fazer muito mais do que colaborar com algum serviço no prédio da igreja. Pare de acreditar nessa mentira diabólica que te acomoda nessa zona de conforto satânica! O nosso Supremo Comandante falou sobre carregarmos a nossa cruz, sobre sermos ultrajados, cuspidos, mortos, e achamos que arrastar umas cadeiras, tocar na banda, servir a ceia ou qualquer outra atividade que façamos na igreja é por a mão no arado? Se pensamos assim, conhecemos um evangelho água com açúcar. O evangelho real é feito de carne, vinagre e sangue.

Dentro do prédio é o nosso descanso, o lazer, a comunhão com os irmãos, o parque de diversão. Nossa missão é lá fora! A sua missão é entre os endemoninhados, desesperançados, doente e miseráveis.

Que faremos pois? O mundo quer respostas.

O mundo quer respostas. Toda a humanidade espera a manifestação dos filhos de Deus. Eles esperam ver luz através de mim e de você. A luz que mais brilha é a luz do Amor. Seja amoroso. Ore a Deus todos os dias para que ele te inunde com seu amor. A igreja tem que trazer a Verdade como resposta, não simplesmente um conjunto de regras morais. Moralidade a maioria das religiões pregam. O evangelho não é uma religião. O evangelho é subversão. O evangelho é um vislumbre de um sistema perfeito que está para se instalado sobre a terra, onde não haverá mais lágrimas de dor. 

A resposta número 1 é o evangelho do Reino. A resposta número 2 é o evangelho da salvação. Reparta o bolo. Lembre-se que não foi o crime que aprisionou os ricos nos seus condomínios fechados, nos seus carros blindados e filmados. Foi o egoísmo.
Seja honesto. Cumpra seus compromissos. Honre sua palavra. Chegue no horário. Respeite o próximo e seja gentil.

Raça de víboras. Não há para onde fugir.

Precisamos colocar em prática o radicalismo do evangelho. Resgatar a essência que permeava os corações dos reformadores, dos profetas, de João e de Jesus. Submissão ao evangelho puro e simples, inconformismo, atitude, relevância e serviço. 

Não há como fugir da ira vindoura. Deus irá acertar as contas com todos nós. É bom que aqueles que andaram professando serem seus seguidores tenham muitas marcas em suas mãos pelo excesso de obras.

Ele está observando todos nós. 

No Pai. Paz.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Martin Luther King, Comunas Cristãos e Capitalismo


Martin Luther King
“… Mas que jorre a equidade como uma fonte e a justiça como torrente que não seca” (Amós 5:24).
Poucos assuntos exigem um estudo mais completo e mais sério do que o do Comunismo. Há, pelo menos, três razões que obrigam um ministro cristão a falar sobre o assunto.
A primeira razão é a de reconhecer que a vasta influência comunista se tem espalhado, como uma maré imensa, pela Rússia, China, Europa Oriental e até, atualmente, pelo nosso hemisfério. Existe no mundo quase um bilhão de pessoas que perfilham as suas doutrina e muitas delas professam-na como uma nova religião a que inteiramente se submetem. Não podemos ignorar tal força.
A segunda razão é a do Comunismo ser o único adversário perigoso do Cristianismo. Religiões importantes como o Judaísmo, Budismo, Hinduísmo ou Maometanismo são possíveis alternativas para o Cristianismo, mas ninguém versado nos fatos do mundo moderno pode negar que o Comunismo é o maior rival do Cristianismo.
A terceira razão é que seria desleal, e decerto pouco científico, condenar um sistema antes de saber do que ele trata e por que está errado.
Deixai-me agora fixar claramente a premissa básica deste sermão: o Comunismo e o Cristianismo são fundamentalmente incompatíveis. Um cristão autêntico nunca poderá ser um comunista autêntico, porque as duas filosofias são antitéticas e não há dialética de lógico que possa reconciliá-las. Porquê?
Primeiro, porque o Comunismo se baseia numa visão materialista e humanista da história e da vida. Segundo a teoria comunista, não é a inteligência nem o espírito que decidem do universo, mas apenas a matéria; esta filosofia é declaradamente secularista e ateísta. Para ela, Deus é um simples mito criado pela imaginação; a religião, um produto do medo e da ignorância; e a Igreja, uma invenção dos governantes para controlarem as massas. O Comunismo, tal como o Humanismo, mantém, além disto, a grande ilusão de que o homem pode salvar-se sozinho, sem a ajuda de qualquer poder divino, e iniciar uma nova sociedade.
“Luto sozinho, e vença ou morra,
não preciso de ninguém que me liberte;
Não quero nenhum Cristo que me diga
Poder um dia morrer por mim”.
Ateísmo frio, mascarado de materialismo, o Comunismo não admite Deus nem Cristo.
No centro da fé cristã está a afirmação de que existe um Deus no Universo, base e essência de toda a realidade. Ser de infinito amor e de poder ilimitado, Deus é o criador, o defensor e o conservador de todos os valores. O Cristianismo, ao contrário do materialismo ateu do Comunismo, afirma um idealismo teísta. A realidade não pode explicar-se por matéria em movimento ou tensão de forças econômicas opostas. O Cristianismo afirma que existe um Coração no coração da realidade, um Pai extremoso que trabalha através da História para a salvação dos seus filhos. O homem não pode salvar-se a si próprio porque não é ele a medida de todas as coisas e a humanidade não é Deus. Preso pelas cadeias do seu próprio pecado e das suas próprias limitações, o homem necessita dum Salvador.
Em segundo lugar, o Comunismo assenta num relativismo ético e não aceita absolutos morais estabelecidos. O bem ou o mal são relativos aos métodos mais eficientes para o desenvolvimento da luta de classes. O Comunismo emprega a terrível filosofia de que os fins justificam os meios. Apregoa pateticamente a teoria duma sociedade sem classes, mas, infelizmente, os métodos que emprega para realizar esse nobre intento são quase sempre ignóbeis. A mentira, a violência, o assassinato e a tortura são considerados meios justificáveis para realizar esse objetivo milenário. Será isto uma acusação falsa? Escutai as palavras de Lenine, o verdadeiro estrategista da teoria comunista: “Devemos estar prontos à empregar o ardil, a fraude, a ilegalidade e a verdade encoberta ou incompleta”. A História moderna tem passado por muitas noites de agonia e por muitos dias de terror por causa desta opinião ter sido tomada a sério por muitos dos seus discípulos.
A contrastar com o relativismo ético do Comunismo, o Cristianismo estabelece um sistema de valores morais absolutos e afirma que Deus colocou dentro da própria estrutura deste universo certos princípios morais, fixos e imutáveis. O imperativo do amor é a norma de todos os atos do homem e o autêntico cristianismo recusa-se também a seguir a filosofia dos fins que justificam os meios. Os meios, quando destrutivos, nunca podem construir seja o que for, porque os meios são a representação do ideal na realização e na confirmação do objetivo pretendido. Os meios imorais não podem conseguir os fins morais, porque os fins já pré-existem nos meios.
Em terceiro lugar, o Comunismo atribui o máximo valor ao Estado; o homem é feito para o Estado, em vez do Estado para o homem. Poderão objetar que o Estado, na teoria comunista é uma “realidade intermediária” que “desaparece” quando emergir a sociedade sem classes. Em teoria, isto é verdade; mas também é verdade que, enquanto o Estado se mantém, é ele a finalidade. O homem é o meio para esse fim e não possui quaisquer direitos inalienáveis; os únicos que possui derivam ou são-lhe conferidos pelo Estado. A nascente das liberdades secou sob um tal regime. Restringe-se no homem a liberdade da imprensa e da associação, a liberdade de voto e a liberdade de ouvir ou de ler. Arte, religião, educação, música ou ciência, tudo depende do Estado, e o homem é apenas o servo dedicado do Estado onipotente.
Tudo isto não só é contrário à doutrina de Deus, como também à valorização cristã do homem. O Cristianismo insiste que o homem é um fim porque é filho de Deus, criado à sua imagem e semelhança. O homem é mais do que um animal reprodutor dirigido pelas forças econômicas; é um ser com alma, coroado de glória e de honra, dotado de liberdade. A maior deficiência do Comunismo está em tirar ao homem exatamente a qualidade que faz dele um homem. Diz Paul Tillich que o homem é homem porque é livre; e essa liberdade traduz-se na capacidade que tem de deliberar, decidir e reagir. No Comunismo, a alma do indivíduo está amarrada pelas cadeias do conformismo, e o espírito pelas algemas da obediência ao partido. Despojam-no da consciência e da razão. O mal do Comunismo está em não ter uma teologia nem uma Cristologia; revela assim uma antropologia muito confusa, tanto acerca de Deus, como acerca do homem. Apesar dos discursos brilhantes sobre o bem-estar das massas, os métodos do Comunismo e a sua filosofia despem o homem da sua dignidade e do seu valor, reduzindo-o à despersonalização duma simples roda na engrenagem do Estado.
Tudo isto, claro, sai fora da harmonia do pensamento cristão. Não procuremos enganar-nos: estes sistemas de idéias são por demais contraditórios para poderem reconciliar-se. São maneiras totalmente opostas de encarar o mundo e a sua evolução. Temos obrigação, como Cristãos, de rezar sempre pelos comunistas, mas nunca poderemos, como verdadeiros cristãos, tolerar a filosofia do Comunismo.
Há, contudo, no espírito e na ameaça do Comunismo alguma coisa que nos diz respeito. O falecido Arcebispo de Cantuária, William Temple, considerava o Comunismo como uma heresia cristã. Queria significar com isso que algumas das verdades de que o Comunismo se apossou são parte integrante da doutrina cristã, embora misturadas com teorias e práticas que nenhum cristão pode aceitar.
A teoria do Comunismo, mas não decerto, a prática incita-nos a preocuparmo-nos mais com a justiça social. Com todas as suas falsas assunções e com todos os seus métodos cruéis, o Comunismo surgiu como um produto contra as injustiças e indignidades infligi das sobre os desprivilegiados. O Manifesto Comunista foi escrito por homens apaixonados pela justiça social. Karl Marx, filho de judeus que, por sua vez, descendiam duma família de rabinos, e eram, portanto versados, como é natural, nas Escrituras Hebraicas nunca conseguiu esquecer as palavras de Amós:
“Mas que jorre a equidade como uma fonte e a justiça como uma torrente que não seca” (Amós 5:24).
Os pais de Marx adotaram o Cristianismo quando ele tinha apenas seis anos, acrescentando assim o Novo ao Antigo Testamento. Embora o seu ateísmo e anticlericalismo finais, Marx nunca esqueceu completamente o interesse de Jesus por “esses mais pequeninos”. Nas suas obras advoga a causa dos pobres, dos explorados e dos deserdados.
O Comunismo, na teoria, insiste numa sociedade sem classes. Embora o mundo saiba através de tristes experiências que o Comunismo criou classes novas e um novo Código de injustiça, na sua formulação teórica prevê uma sociedade mundial que transcenda as futilidades da raça ou da cor, da classe ou da casta. Teoricamente, para pertencer ao partido comunista não é exigida a cor de pele dum homem nem o tipo do sangue que lhe corre nas veias.
Os Cristãos são obrigados a reconhecer todo ou qualquer interesse apaixonado pela justiça social. Esse interesse é fundamental na doutrina cristã da Paternidade de Deus e da fraternidade dos homens. Os Evangelhos abundam em manifestações de interesse pela situação dos pobres. Ouçamos as palavras do Magnificat: “Derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes; saciou de bens os famintos e despediu os ricos de mão vazia” (Lucas 1:52-53). Nunca nenhum doutrinador comunista expressou uma tal paixão pelos pobres e pelos oprimidos, como a que encontramos no Manifesto de Jesus quando afirma: “O Espírito do Senhor está sobre Mim pelo que Me ungiu; e enviou-Me para anunciar a boa-nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista; para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor” (Lucas 4:18-19).
Os cristãos também são intimados a reconhecer esse ideal de unidade, num mundo onde sejam abolidas todas as barreiras da casta ou de cor. O Cristianismo repudia o racismo. O amplo universalismo centrado no evangelho torna moralmente injustificável a injustiça racial tanto na teoria como na prática. O preconceito rácico é a negação flagrante da nossa unidade em Cristo, porque em Cristo não há judeu ou gentio, cativo ou livre, preto ou branco.
Apesar da nobreza das afirmações cristãs, nem sempre a Igreja tem demonstrado um grande interesse pela justiça social, contentando-se muitas vezes com pronunciar sentenças piedosas ou trivialidades beatas. Tão preocupada tem estado com a felicidade futura “do além”, que se tem, por vezes, esquecido dos males presentes “cá da terra”. Mas a Igreja é também desafiada a mostrar toda a importância do Evangelho de Cristo dentro da situação social. É tempo já de perceber que existem dois rumos no Evangelho Cristão. Um, onde se procura transformar a alma dos homens e promover assim a sua união com Deus; outro, em que se tenta modificar as suas condições de vida a fim de que as suas almas tenham possibilidades de salvação. Toda a religião que manifeste preocupação pelas almas sem se preocupar com as condições econômicas e sociais que as destroem ou atabafam, é apenas, como dizem os marxistas, urna espécie de “ópio do povo”.
Também a honestidade nos obriga a admitir que nem sempre a Igreja foi fiel à sua missão na questão da justiça racial; nesse campo, falhou miseravelmente perante Cristo. E não só pelo fato de ter mantido um espantoso silêncio e urna indiferença desastrosa em relação ao problema rácico corno, além disso, por ter tanta vez participado ativamente na organização e na manutenção de exemplos desse sistema rácico ou de casta. Se a Igreja Cristã se tivesse realmente oposto, nunca o colonialismo teria durado tanto. A Igreja Holandesa da Reforma Protestante é ainda hoje urna das principais defensoras do vicioso sistema do apartheid na África do Sul. Nunca a escravatura se poderia ter mantido quase duzentos e cinqüenta anos na América, se a Igreja a não sancionasse; nem a segregação e a discriminação poderiam ter existido se a Igreja cristã não se tivesse calado ou até mesmo apoiado verbalmente. Temos de admitir também o vergonhoso fato da Igreja ser a maior instituição segregada da sociedade americana, e de o momento de maior segregação durante a semana ser, como o Professor Liston Pope apontou, o das onze horas da manhã de domingo. Quantas vezes a Igreja não tem sido mais um eco do que uma voz; ou a luz que está por detrás do Supremo Tribunal ou doutras quaisquer instituições seculares, em vez de ser a que guia e encaminha os homens, de forma progressiva e decisiva, para um mais alto nível de compreensão.
Deus julga a sua Igreja. Na alma dela existe um cisma que tem de acabar. Quando os futuros historiadores disserem que, em pleno século vinte, a Igreja era um dos maiores baluartes da supremacia racial considerar-se-á isto, decerto, como um dos maiores dramas da história cristã.
Perante o desafio comunista, devemos examinar honestamente a fraqueza do capitalismo tradicional forçoso admitir sinceramente que o capitalismo cria, na maioria dos casos, um abismo entre a riqueza supérflua e a miséria abjeta assim como as condições que permitem ir tirar a muitos o que lhes é indispensável para dar a alguns o luxo de que usufruem, e que cultiva a mesquinhez dos homens, tornando-os frios e inconscientes, a ponto de ficarem, como o homem rico diante de Lázaro, indiferentes perante a humanidade sofredora e necessitada. Apesar das reformas sociais permitidas pelo capitalismo americano a fim de se reduzirem tais tendências, ainda falta realizar muita coisa. Deus quer que todos os seus filhos gozem de condições básicas para uma vida sã e significativa. É, com certeza, pouco cristão e pouco ético, refastelarmo-nos em camas fofas e luxuosas, enquanto outros se afundam na mais negra miséria.
O lucro, quando é a base única dum sistema econômico, estimula a competição brutal e a ambição egoísta, e instiga os homens a procurar viver bem, de preferência a realizarem uma vida. De tal maneira lhes desenvolve o seu "eu" que deixam de se interessar pelos outros. Não haverá em nós uma grande propensão para avaliarmos o êxito pelo índice dos vencimentos ou pela potência do motor dos carros, em vez de o avaliarmos pela qualidade do nosso serviço ou da nossa solidariedade em relação aos outros? O Capitalismo pode levar a um materialismo prático tão prejudicial como o materialismo teórico dos comunistas.
Admitamos honestamente que, nem o capitalismo tradicional, nem o marxismo contêm a verdade; ambos representam apenas uma verdade parcial. Historicamente, o capitalismo falhou no discernimento da verdade no empreendimento coletivo, assim como ao Marxismo faltou o discernimento da verdade no empreendimento individual. O Capitalismo do século dezenove não soube perceber que a vida é social, e o marxismo não soube ver, nem ainda o sabe que a vida é individual e social. O Reino de Deus não é a tese do empreendimento individual nem a antítese do empreendimento coletivo; é a síntese que reconcilia a verdade de ambos.
Somos ainda desafiados a dedicar as nossas vidas à causa de Cristo, pelo menos, tanto como os comunistas dedicam as deles ao Comunismo. Nós, que não podemos aceitar o credo dos comunistas, temos de reconhecer neles o zelo e a dedicação a uma causa que consideram capaz de criar um mundo melhor. Possuem determinação e propósito, e trabalham apaixonada e assiduamente na conquista de adeptos para a sua causa. Quantos Cristãos estarão empenhados em conseguir novos adeptos para Cristo? Nem o zelo por Cristo nem o interesse pelo seu Reino são muito correntes. Para muitos cristãos, o Cristianismo é uma atividade dominical que à segunda-feira deixa de interessar, e a Igreja pouco mais do que um local de reuniões sociais, com um certo tom religioso. Jesus representa para nós um símbolo antigo ao qual nos dignamos chamar Cristo, e nas nossas vidas inconsistentes não o manifestamos nem o reconhecemos. Se ao menos a chama dos corações de todos os cristãos ardesse com a mesma intensidade daquela que arde nos corações comunistas! Não será pelo nosso zelo cristão que o Comunismo ainda se mantém tão vivo no mundo?
Entreguemo-nos de novo à causa de Cristo e procuremos readquirir o espírito da Igreja primitiva. Por toda a parte por onde andaram, os cristãos eram as testemunhas triunfantes de Cristo; ou nas ruas das aldeias, ou nas cadeias das cidades, proclamavam sempre aberta- mente a boa-nova do Evangelho. E a recompensa que geralmente recebiam por esse audacioso testemunho era a cruciante agonia num covil de feras ou o sofrimento pungente do martírio. Mas, mesmo assim, consideravam a sua causa tão grande, e tão divina a transformação operada pelo Salvador, que o sacrifício lhes parecia pequeno. Quando chegavam a uma cidade, a estrutura do poder ficava abalada; o Novo Evangelho que anunciavam trazia um novo calor primaveril a homens cuja vida até então se endurecera ao longo inverno do tradicionalismo. Incitavam os homens a revoltar-se contra os antigos regimes de injustiça e contra as velhas estruturas da imoralidade. Quando as autoridades se opunham, esse povo extraordinário, embriagado pelo vinho da graça de Deus, prosseguia na proclamação do Evangelho até convencer a própria gente da casa de César, até que os carcereiros atirassem fora as chaves, até que os reis vacilassem nos seus tronos. T. R. Glover escreveu que os primeiros cristãos “ultrapassaram no pensamento, na vida e na morte” (The Jesus of Hystory, 1917), qualquer outra pessoa.
Onde existe atualmente um tal fervor? Onde haverá hoje essa entrega audaz e revolucionária à causa de Cristo? Estará oculta atrás de cortinas de fumo ou dos altares? Estará enterrada no túmulo a que chamamos respeitabilidade? Estará inextricavelmente ligada a um inaudito statu quo, ou prisioneira nas celas rígidas dos hábitos e das regras? Temos de despertar de novo essa devoção; temos de entronizar Cristo outra vez nas nossas vidas.
Esta será a nossa melhor defesa contra o Comunismo. A guerra não é solução; nunca o Comunismo será destruí do por bombas atômicas ou armas nucleares. Não nos aliemos aos que reclamam a guerra e procuram, com desenfreada paixão, forçar os Estados Unidos a abandonarem as Nações Unidas. Vivemos numa época em que os cristãos têm de demonstrar uma sensatez prudente e um raciocínio calmo. Não devemos apelidar de comunista ou de pacifista todo aquele que reconhece não serem o histerismo e o ódio a resolução para os problemas dos nossos dias. Não nos empenhemos num anticomunismo negativo, e procuremos antes afirmar uma confiança positiva na democracia, compreendendo que a nossa maior defesa contra o Comunismo será a de tomar uma ofensiva entusiástica a favor da justiça e do direito. Depois de bem expressa a condenação da filosofia comunista, devemos empreender ainda uma ação positiva, tentando remover as condições da pobreza, da insegurança, da injustiça e da descriminação racial, que são o terreno propício para o crescimento e desenvolvimento da semente do Comunismo; esta só medra quando as portas das oportunidades se fecham, ou as aspirações humanas são abafadas. Como os primeiros cristãos, temos de caminhar, num mundo muita vez hostil, armados com o revolucionário evangelho de Jesus Cristo. Com ele, podemos desafiar audaciosamente o statu quo e as práticas injustas, abreviando o tempo em que:
“todo o vale seja entulhado
toda a montanha e colina sejam abaixadas
os cimos sejam aplainados
e as escarpas sejam niveladas
e então a glória de Deus manifestar-se-á”.
Isaías 40:4-5
A dificuldade da nossa resposta ao incitamento e a nossa sublime oportunidade será a de criarmos um autêntico mundo cristão que testemunhe o espírito de Cristo. Se aceitarmos o desafio com dedicação e valor, os sinos da História dobrarão pelo Comunismo e poderemos construir um mundo livre para a democracia e seguro para o povo de Cristo.


Via Missão Total