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segunda-feira, 25 de março de 2013

Igrejas: Aprendam com os Bares! Um insight sobre músicas nos "cultos".

Por Marcello Comuna
Tenho andado sem paciência. Optei em fazer nada ao invés de ficar fazendo o mais do mesmo. Meu tempo é precioso demais e eu não sei quanto tempo tenho para ficar enxugando gelo. Não consigo mais ficar fingindo. Lembrei de uma música que diz: "Gente que tem coragem não finge". Letra do Rodolfo Abrantes, um cara de coragem que parou de fingir que era feliz no Raimundos e seguiu outro rumo, mesmo tomando muita pedrada dos "amigos". Tô nessa aí também, até encontrar meu lugar ao sol. Estou investigando.

Não tenho mais saco para o hedonismo bobo e vazio do sexo drogas e rock n' roll. Nem tão pouco para a ilusão de uma vida cheia de dogmas impostos pela religiosidade de qualquer religião. Conheci um negócio chamado Graça Divina e não tenho mais como voltar atrás. A Graça é plural em cor, som, gosto e forma. As religiões dos homens são monocromáticas.  

Isso é bem notório na escolha do repertório das músicas que são tocadas nos cultos. Quando questionados, muitos líderes e pastores afirmam que a música não é escolhida para que a igreja goste, mas para que o Eterno se agrade.

Bom, espero um dia alcançar a intimidade desses homens, porque eles sabem até quais as músicas Deus gosta. 

É lógico que não sabem. As músicas são escolhidas a partir do seu bel prazer ou de experiências transcendentais com a divindade.

Na maior parte do senso coletivo religioso o momento de “adoração” é aquele tempo em que a igreja adora a Deus através das canções, é quando as pessoas tem a oportunidade de fazer suas declarações de amor e gratidão ao Pai. Também é comum a ideia de que: “ é o momento em que os corações são preparados para o recebimento da palavra”.

Então, se é o meu momento de cantar meu amor ao Mestre, é mais do que óbvio que eu queira fazer isso com as canções que eu me identifique e aprecie. Ou por acaso alguém faz uma serenata para a amada com músicas que não suporta? Você já viu um roqueiro cantando um pagode para se declarar a sua namorada ou vice versa?

Lógico que não.

Mas se a igreja é plural, como agradar a todos?

Acontece que esse comportamento monopoliza os gostos e castra a diversidade. A igreja que deveria ser um sinalizador da eternidade, um lugar com todas as tribos adorando ao Senhor e vivendo em harmonia, tornou-se um gueto de gente singular. Gente que fala igual, ora igual, se veste igual e ouve música igual. Ou seja, a igreja não é plural! Deveria ser, mas não é! 

A preocupação não é agradar a todos, isso seria uma falácia. O questionamento aqui é a falta de diversidade em nosso meio. Nossa nação tem uma das culturas musicais mais ricas do mundo e ainda sim nossos encontros são pobres de diversidade. Toca-se o mesmo ritmo sempre - e pior, um ritmo importado!

Quantas vezes você viu um berimbau na igreja? Uma percussão? Uma sanfona? Uma gaita? Uma pick up? O quê rege as adorações da sua igreja, a música popular brasileira ou música popular americana? Sua igreja está cheia de versões das músicas estrangeiras ou dá espaço para os talentos nacionais?

A educação vem do púlpito. Enquanto o farol emitir a mesma cor de luz tudo será mais do mesmo. Os músicos estão para servir a comunidade. A comunidade deve ter o direito de opinar o que quer cantar ao Pai. Mas as comunidades se tornaram guetos de pessoas alienadas gravitando ao redor de pastores e líderes que não podem ser questionados.

A cada dia dezenas de pessoas começam a frequentar os cultos evangélicos. A cada dia dezenas de pessoas entram no ciclo da singularidade medíocre.

Ok, Comuna! Me convenceu! O que devo fazer, então?

Aprenda com os bares! (Aí meu Deus! Ele escandalizou!)

Um músico de barzinho está ali para alegrar as pessoas com belas canções. Os músicos da igreja devem ser guiados pelo mesmo principio: Direcionar as pessoas a alegria musical de declarar-se apaixonadamente a Deus com as músicas que elas gostam. Músico não é levita e nem alguém com função especial. Ele é servo como qualquer outro. Está ali para servir os irmãos que reuniram-se para ouvir reflexões sobre as Escrituras - que são o destaque da reunião. Música é complemento - cereja do bolo.

Músicos precisam abaixar a bola, principalmente líderes de louvor, que muitas vezes são os mais arrogantes de uma congregação. Parece síndrome de Lúcifer.

Enfim, de forma pragmática a mudança seria mais ou menos assim:

Crie uma caixa para coleta de sugestões de músicas;

Depois façam o filtro pelas letras. Elas devem ser sempre cristocêntricas;

A maioria do repertório deve ser em terceira pessoa. Somos uma COMUNIDADE cantando ao Pai. Precisamos de menos "meu pão" para termos mais "nosso pão". 

Valorize a pluralidade dos ritmos;

Valorize a musicalidade brasileira. A fé é universal e as igrejas devem se adaptar as culturas locais. Liberte-se do colonialismo americano! Isso não quer dizer que não possa ter estilos gringos, mas eles não devem priorizar reuniões feitas no Brasil;

(É tão óbvio que até me irrito em ter que explicar isso).

Valorize os compositores da igreja. Eu conheço um lugar onde há talentosos compositores e nenhuma de suas canções são aproveitadas. Que desperdício do dom alheio(!);

Incentive a busca pelo novo. Apresente novos artistas, principalmente os que não tocam nas rádios. Na maioria das vezes os melhores não estão lá;

Seja sincero com a congregação sobre as mudanças. Explique. Não tenha medo de parecer humano.

A priori essas são algumas ideias que veem a minha cabeça. Isso não é uma receita de bolo. É apenas uma sugestão de caminho que pode ser adaptada a realidade local.

Provavelmente sua igreja deva estar cauterizada com a mesmice que você vem aplicando ou reproduzindo há anos. Então, comece devagar. Traga o novo aos poucos. Insira duas músicas diferentes aqui, mais outra ali na frente até alcançar a pluralidade. Fuja dos rótulos. Igrejas não devem ser estigmatizadas como dos surfistas, dos skatistas, dos undergrounds, das pessoas comuns e etc. Igreja é um grupo chamado para fora com todo o tipo de gente. 

A tolerância com a diversidade deve partir de cima dos púlpitos. Como sua igreja irá aprender a conviver respeitosamente com a pluralidade se a cada encontro são feitas as mesmas coisas de sempre?

Se você está começando uma igreja, fuja dessa armadilha. Não precisamos de mais gente fazendo o mais do mesmo. Principalmente os desigrejados. Cuidado para não cometerem os mesmos erros dos seus pais usando apenas uma roupagem diferente pós moderna.

Se estou certo, que Deus te convença. Se estou errado, que Ele convença a mim.

Redenção e subversão em Cristo.



terça-feira, 8 de novembro de 2011

Movimento de Rotação - Oximoros in the House!



Olá camaradas!

Antes de qualquer coisa quero pedir desculpas pela falta de frequência na atualização do blog. Acontece que estou em fase de finalização de um projeto musical experimental com alguns comparsas de subversão e tenho tido dificuldade de escrever textos e músicas ao mesmo tempo. Infelizmente minha limitação cerebral me impede de realizar várias atividades ao mesmo tempo. Ou eu escrevo músicas ou escrevo textos.

Escrever geralmente é tranquilo, músicas mais ainda. Porém, esse trabalho foi desafiador. Nunca escrevi minhas músicas com temas únicos, na maioria das vezes eu falo sobre várias coisas em uma mesma letra, mas nesse trabalho idealizado pelo meu chapa Orfeu, intitulado Oximoros, eu tinha que escrever meus versos dentro de um tema proposto por ele.

O trabalho é independente, feito de maneira subversiva e militante, porém atento para a qualidade. É um trabalho underground, não se trata de rap para exercitar o quadril, mas sim, o cérebro.

Transcrevo para vocês a música Movimento de Rotação, que é uma explanação do que acontece quando Jah inverte a ordem da fila. A canção é assinada por mim e Orfeu.

Aperte o play Dj!

Movimento de Rotação
Orfeu/Comuna

No papel de pão, o êxodo registro...
Tô na base da pirâmide,
Mas conheço os tramites,
Pra fuga do Egito.
Lá vem Moisés...
Vamos para terra que emana leite e mel, dos favos
Não mais escravo...
Bye - bye Ramsés.
Homens do pântano transtornam a Metrópole,
Como Godzilla.
Chegam à Acrópole,
Quando Jah inverte a ordem da fila.
Perderam a vez,
"Reis pela entrada de serviço!"
O mínimo por mês,
Cômodo de dois por três nos fundos de um cortiço,
Mestiços, como eu
Agora sentem na pele
Limpam o chão para o senhor Orfeu,
Desfilar com sua Gizelle.
Mesa tá servida,
Fartura na Somália.
Mas cães lamberam minhas feridas,
Salivei pelas migalhas...
Do rico
Agora, sedento, sem subterfúgio,
O dedo do mendigo é sujo,
Mas quer molhe o teu bico.
O mundo dá muitas voltas.
Rotação e translação.
Moleque quando solta o pião...


Por cima ou por baixo, de sede ou afogado
Do calor do cangaço aos ventos frios do Ártico
Eu to no páreo, o mundo gira e eu não paro
Pairo sobre a taça como/como um vinho raro
Que um dia foi apenas uva presa em um cacho
Da boca da formiga para a boca da princesa
Escorre a gota entre os seios, o plebeu lambe a beiça
Agora de patrão quero degustar a sobremesa
Da cama para o chão, da pia para a mesa
Um brinde ao efeito rotação que me lançou na realeza.

Gira /gira mundo o jogo vira e não demora
Remotas serão as nossas chances de derrotas
Subsidio do poeta pra rimar nunca se esgota
Cinzas da Babilônia na sola de minha bota.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Bruxas na Fogueira da nossa Hipocrisia.





"Olho para os nossos dias... Onde estão os profetas do Senhor? Onde estão aqueles dispostos a falar a verdade a qualquer preço? Onde estão aqueles dispostos a sacrificar a “carreira ministerial”, ou a “sujar” o currículo eclesiástico, ou mesmo a ser perseguido, ridicularizado, caluniado, ultrajado, desprezado? Existirá ainda algum profeta entre nós? Há quem possa em nosso meio dizer como Isaías “quem deu crédito a nossa pregação!” Carlos Moreira.

Por Marcello Comuna
Eu não tenho pacto com homens, com visões ou com esquemas. Também não me conformo à preguiça da minha carne em se acomodar ao status quo estabelecido, à sua enorme tendência em fugir do confronto, à sua ganância enrustida em busca de um bom salário como pastor ou como um burocrata. Estou determinado à pensar fora da caixa, talvez meu destino seja perder a cabeça em uma bandeja de prata, quem sabe? 

Faço minhas as palavras de Lutero, minha consciência está algemada a palavra de Deus. Então eu assumo o risco e estou disposto a pagar o preço. Que venham as pedradas!

As Escrituras me bastam! Seus ensinos são suficientes para me manter sadio na fé. Então, meu amado irmão, se minhas abordagem te chocam, me perdoe, mas esses são os meus valores. "Sou responsável pelo que falo, não pelo o que você entende".

Sistemas aprisionam as pessoas. Sistemas políticos, sistemas religiosos, todos eles. Alguns sistemas aprisionam com força bruta, outros com sutilezas na inserção de desejos, sentimentos e filosofias. Ditaduras civis e religiosas aprisionam corpos e mentes, sistemas capitalistas incitam o desejo por um consumo desenfreado. Chamam avareza e egoísmo de precaução monetária e acumulam riquezas. Justificam as guerras invocando a paz.

Em nome de Deus, em nome do progresso, em nome da paz, o homem mata, escraviza, manipula, aliena e estupra os sonhos dos menores e mais fracos.

Onde estão os profetas? Onde estão os poetas? Estou sufocado com essa nuvem densa de letargia, com essa atmosfera de adoração ao deus do hedonismo. 

O Estado rouba, ladrões teatrais se apresentam falsamente como representantes de Deus e roubam também. Eles são culpados por esses crimes. Porém, quando eu e você sentamos atrás da mesa com nossa covardia nas mãos nos tornamos seus cúmplices.

A verdade é que nos prostituímos por muito pouco. Nos vendemos por pequenos confortos que conseguimos comprar em dez vezes no cartão. Nos vendemos por uma casa própria, por uma estabilidade no emprego, por um título de líder na instituição eclesiástica, por uma promoção no trabalho. Nos escondemos em nossas tocas, em nossos mundinhos cheio de hipocrisias e contradições. Vez em quando, olhamos por cima do muro e lançamos nossas bombas de moralidade sobre uma sociedade decadente. Gritamos contra os gays! Gritamos contra o aborto! Gritamos contra os comunistas! Gritamos contra os capitalistas! Gritamos contra as bruxas! Gritamos contra tudo e todos que nos ameace o conforto. E declaramos: Somos defensores dos bons costumes! Que piada!

Amamos termos sido reconciliados com Deus através de Cristo, mas gritamos pena de morte para os psicopatas e pedófilos, como se houvesse respaldo bíblico pós Graça para alegar que nossos adultérios, vícios, cólera, inveja e egoísmo, fossem mais santos que assassinato e estupro. Parece que não entendemos que somos um monte de fezes dentro da mesma privada. Uns fedem mais e outros menos, mas nossa justiça continua sendo trapo de imundice para Deus. Os trapos gosmentos de um leproso.  

Acho brutal uma criança assassinada. Contudo, sei que tenho capacidade para ser igualmente brutal com quem tocar nos meus, inclusive se o assassino for um adolescente. Ou seja, somos a mesma coisa em estágios diferente, em condições sociais e psíquicas diferentes.

E no final, "quem ordena a execução não acende a fogueira".

Eu luto pelos valores do Reino de Cristo, O amo e amo seus mandamentos. E talvez seja por isso que meu estômago embrulha diante da hipocrisia e falso moralismo de uma burguesia indiferente ao caos, de uma igreja irrelevante preocupada somente em seu mundinho e sua cultura, que prega muito mais sobre moral, política, filosofia, do que sobre o amor. 

Mas eu ainda amo a igreja. Tenho que amar. Jesus a amou. Amo a comunhão sincera, amo a adoração espontânea, amo o servir humildemente, amo a luta dos irmãos em tornarem-se homens mais parecidos com o Mestre. E é por amar que me esforço para desconstruir costumes inúteis, doutrinas de homens que não se submetem a Bíblia, mas submetem a Bíblia aos seus achismos, distorcendo textos para corroborarem suas arrogâncias e vontades.

É por amar que escrevi esse texto, para que possamos tirar nossas máscaras de hipocrisias e lembrarmos o quanto podres e devedores nós somos. 

Somos uma sociedade de covardes prostitutas!

Creio na soberania do Criador sobre toda criatura e criação. Creio nas palavras de Jesus: As pedras clamarão!  

Já que não se levanta profetas em nossa cultura gospel, vamos ouvir Deus falar através da profetiza baiana Pitty. Veja como essa pedra clama contra nós!

"Livro" Anacrônico
Capítulo 2005, versículo 11.

Encaixotem os livres
Desinfectem os cantos
Estuprem as mulheres
Brutalizem os homens
Despedacem os fracos
Enfeitem a moda
Sodomizem as crianças
Escravizem os velhos
Fabriquem as armas
Destruam as casas
Façam render a guerra
Escolham os heróis
E queimem as bruxas
Deixa queimar...
E queimem as bruxas
Quem vai queimar?
Empurrem conselhos
Forneçam as drogas
Engulam a comida
Disfarcem bem a culpa
Protejam a igreja
Perdoem os pecados
Condenem os feitiços
Decidam quem vai morrer
Contaminem a escola
Violentem os virgens
Aprisionem os livros
Escrevam a história
E queimem as bruxas
Deixa queimar...
E queimem as bruxas
Quem vai queimar?
Quem ordena a execução
Não acende a fogueira
(Pai, rogai por nós)
Quem ordena a execução
Não acende a fogueira
(Pai, rogai por nós)
Quem ordena a execução
Não acende a fogueira
(Pai, rogai por nós)
Quem ordena a execução
Não acende a fogueira
(Pai, rogai por nós)
E queimem as bruxas
Deixa queimar...
E queimem as bruxas
Deixa queimar...
E queimem as bruxas
Deixa queimar...
E queimem as bruxas
Quem vai queimar?

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Pane No Sistema - Desconfigurado por Cristo.




Por Marcello Comuna
Eu era cego pensando que enxergava alguma coisa. Eu era escravo pensando que era livre. 

Buscando libertação de mim mesmo, um sistema se apresentou como alforria afirmando que todo seu funcionamento estava em acordo com os mandamentos do Supremo, e isso incluíam seus dogmas, doutrinas, costumes, subcultura e cosmovisão.
 
Ferido, debilitado e com minha razão comprometida após anos de vida in babylon, fui levado como cordeiro mudo pensando que estava indo ao encontro do Divino. Caí na armadilha que sempre alertei nos meus tempos de militância com o microfone na mão – a alienação.
 
Alienado e encantado com promessas de seus representantes que insistiam em afirmar: Não duvide! Não pense! Apenas obedeça porque obedecer é melhor do que sacrificar (sic). Comecei a ser adestrado, robotizado, programado e ensaiado a responder questionamentos com chavões, jargões e distorções.


Fui do meu hedonismo (busca por prazer) babilônico para o hedonismo desse sistema. Uma busca constante por experiências metafisicas e realizações materiais através de patuás que eles chamam de ponto de contato da fé. O Nome que está sobre todo nome é pronunciado em vão, com o único intento de proporcionar mais satisfação. Esse sistema é lobo em pele de ovelha. Esse sistema se apresenta como Deus, mas não é! Esse sistema é Treva e se chama religião!

A doutrina desse sistema afirma que viver uma vida correta é viver uma vida separada das outras pessoas que não estão dentro da caixa, e isso inclui toda cultura que não traga o seu rótulo ou o selo made in religion. O deus que eles adoram é limitado e condicionado aos seus pensamentos e tradições. Uma mistura dos antigos fariseus e essênios. Ignoram a visão que o Criador deu a Pedro, mostrando todas as coisas reconciliadas e purificadas com o céu através do sacrifício de Cristo. Atos 10. 10-16.

E lá estava eu, castrado e retardado, porém, alguma coisa dentro de mim dizia que havia algo de podre naquele “santificado” sistema. Então, como há muito tempo aconteceu com Martinho Lutero, um dos maiores abolicionistas da história, eu resolvi pesquisar as Sagradas Escrituras pela minha consciência e sincera vontade de encontrar a Verdade, longe do tendenciosismo dos recrutadores sistêmicos.

Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará.

Pane no sistema. Fui desconfigurado, foram retirados meus olhos de robô. Percebi que nada era orgânico naquele lugar, tudo era programado. E eu achando que tinha me libertado...

Quando comecei a dar indícios de percepção sobre do que realmente se tratava aquilo tudo tentaram me calar. Me excluíram das funções, me excluíram das redes sociais, me amaldiçoaram e me chamaram de filho do diabo. Assim como no passado fizeram com o Cristo, acusando O de subverter o status quo pelo poder do maior dos demônios.

Esses eram os indícios que eu estava no caminho certo, pois Aquele que sofreu primeiro do que eu, afirmou: Benditos serão quando por minha causa e do meu evangelho forem perseguidos!

Deus não rejeita um coração rendido aos seus pés. Por isso, mesmo dentro daquela alcateia fui poupado e resgatado pelo seu Espírito, o único que verdadeiramente convence o homem do pecado e do juízo. 

Somente Deus transforma, o sistema somente adestra.

Hoje sou livre do hedonismo babilônico e do hedonismo da religião. Caminho com meu libertador apaixonando-me dia após dia, sentando no divã do caminho estreito, onde me encontro e me olho no espelho. Onde sacio meu desejo pelo novo, porque o Verbo se renova todos os dias e é o perfeito antídoto para a obviedade do sistema.

Fui desconfigurado pelo Hacker dos hackers. Ele me infectou com o vírus da Graça. Não estou mais preso ao sistema. Meus olhos de robô caíram, agora enxergo com os olhos do Pai, já que sou Imago Dei.

Assim, consigo ver o quê o Mal está sempre tentando fazer - Reinstalar o Sistema.



Admirável Chip Novo

Pitty

Pane no sistema, alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico, é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente
E eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, morre, gaste e viva
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga...
Não senhor, Sim senhor (2x)
Pane no sistema, alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico, é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente
E eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, morre, gaste e viva
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga...
Não senhor, Sim senhor (2x)
Mas lá vem eles novamente
E eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Jesus, O maior guitarrista de todos os tempos!


Um amigo me disse certa vez, entusiasmado, que um guitarrista de um famoso ministério de louvor havia declarado que antes sua inspiração musical vinha de músicos como Jimi Hendrix e Steve Vai, mas que isso estava errado, hoje ele entende que sua única inspiração é Jesus!!

- Que legal – pensei – não sabia que Jesus tocava guitarra. 


Estou certo, como já disse, que nossa maior inspiração vem do Criador, e nosso poder criativo existe porque Ele nos criou a sua imagem e semelhança, é um dos atributos que nos difere dos animais irracionais junto a capacidade de raciocínio.

Porem não há como imaginar que os cristãos sejam detentores da verdade sobre todos os assuntos da vida, a confusão entre conhecer a Verdade, que é Cristo – e ainda assim conforme Lhe agradou fazer-se conhecido – e conhecer a verdade sobre todas as coisas é absurda.

Deveria ser obvio que conhecer a Cristo não faz de nós conhecedores sobre todos os assuntos sobre todas as áreas da vida.

Por exemplo, ao servir a Cristo você não passa a saber tudo sobre a teoria da relatividade, isso acontece porque você estuda, você também não se torna um médico por começar a servir a Jesus.

Aliás, creio que não tenha tanta gente confusa sobre isso quando a área é a medicina, é ponto comum – exceto aos totalmente alienados – que para ser médico é preciso estudar e se interessar sobre os assuntos da medicina.

Em se tratando de arte e comunicação não é diferente, é preciso estudar e ter interesse verdadeiro pela produção cultural e artística moderna e histórica. 

O guitarrista gospel usou uma grande frase de efeito, mas o efeito não causa nenhum benefício, apreciar o trabalho de grandes guitarristas não o faz menos dependente ou servo de Cristo nem lhe lança no “mundo”.

C.S.Lewis foi capaz de produzir uma variedade incrível de escritos – tanto os ficcionais como os teológicos – porque era um leitor voraz, entre seus livros preferidos estavam “O Peregrino” de John Bunyan e “A Rainha Das Fadas” de Edmund Spencer, um cristão e um anti-cristao, lia ainda os evangelhos apócrifos porque se interessava pela narrativa criativa, mesmo essa não contendo verdade. 

O prazer que Lewis tinha pela leitura formou o escritor que nos deixou obras como “As Crônicas de Narnia”, “O Problema do Sofrimento”, “Cristianismo Puro e Simples” e muitos outros livros.

Ele não parecia temer apreciar algo “secular” ou usava frases de efeito para reafirmar sua fé e vida de serviço a Cristo.

Esse temor em apreciar o “secular” não é sinal de maturidade espiritual, pelo contrário mostra apenas uma tendência em se deixar escravizar por dogmas humanos criados por pessoas legalistas, ou revela um temor em perder a fé ou ainda um condicionamento pelo marketing do grande mercado gospel.

É igualmente triste em todas as hipóteses, pois se na primeira ficamos a mercê da religiosidade castradora de homens legalistas e seus dogmas criados com intuído exclusivo de controlar pessoas que deveriam ser livres em Cristo, a outra é fruto de pouco aprofundamento na fé, nos fundamentos de doutrinas Bíblicas e no próprio relacionamento com Deus, como disse Jesus “a casa foi construída sobre a areia e não sobre a rocha” (Mateus 7:24 a 27), e a terceira esconde um problema sério que é uma industria formada por cristãos e imitadores de cristãos – que segundo Frank Schaeffer não podem na maioria das vezes ser distintos uns dos outros – formando e doutrinando cristãos modernos.

O cristão que conhece a Verdade não deveria temer apreciar algo só porque não foi desenvolvido nos guetos evangélicos, como reflete Frank Schaeffer em seu livro “Viciados em Mediocridade”, “os cristãos deveriam ser os que menos se sentem ameaçados por novas idéias artísticas, pela experimentação, por correr riscos, de olhar e apreciar o que o outro lado tem a dizer. Se os nossos pés estão solidamente enraizados na verdade, podemos observar o mundo com confiança, prazer e realização.”

Na verdade o cristão deve ter cuidado com o que é produzido nos guetos evangélicos, que muitas vezes vem carregados de heresias disfarçadas e facilmente confundidas com espiritualidade, por abaixar a guarda – já que se trata de material confeccionado por nossos “irmãos” – ficamos expostos a muita coisa que vai contra o ensino das Escrituras, e poucos tem sido como os bereanos, que como nos tempos do apostolo Paulo iam verificar “se as coisas eram mesmo assim”(Atos 17:11).

A falta de esforço e dedicação também podem vir disfarçados de espiritualidade quando cristãos querem lançar sobre a oração a responsabilidade de seu desenvolvimento artístico.

Para alguns a oração deixou de ser um relacionamento com Deus e passou a ser um amuleto ou uma abstração da realidade.

Para muitos cristãos dizer “estou orando” significa dizer “não quero fazer a parte que me cabe nisto” emendando logo algum jargão do tipo “tudo posso naquele que me fortalece” e segue trabalhando obras medíocres que só são aceitas mediante o marketing da industria gospel, caso tenha esse fator ao seu lado.

Orar em todo tempo significa ter relacionamento com Deus e esse relacionamento logo ensina que Ele se agrada do trabalho e da dedicação como podemos ver no principio da criação:

“E tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar” (Genesis 2:15). 

“Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome” (Genesis 2:19).

A preguiça e a falta de interesse genuínos pelas artes trabalham contra o artista cristão, não há desenvolvimento sem suor, como disse Picasso “arte é 20% inspiração e 80% transpiração”, se queremos ter relevância nos meios da cultura e das artes vamos precisar fazer mais do que usar jargões desgastados e fingir espiritualidade.

Fábio Q no Solomon1 (Via Hermes Fernandes)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Rookmaaker - Palavra Antiga

Palavra Antiga

Eu já compartilhei aqui em outro texto (clique aqui para ler) o meu pensamento sobre a predominância na música evangélica brasileira. Não é segredo para os meus leitores que não tenho paciência para escutar os apelos mimados de "...restitui Senhor, eu quero de volta o quê é meu..." e corações rancorosos degustando vinganças com sabor de mel.

Também não é novidade o que eu penso a respeito do movimento neopentecostal, que por ter tomado proporções enormes acabou por "representar" para os desavisados o protestantismo brasileiro - nada mais injusto e falso.

Mas existem os sete mil que não se dobram diante de Baal. Ainda existe os profetas dispostos a perderem cabeças na bandeja de prata. Homens que tem compromisso com as Escrituras e não com pseudo visões dadas por "deus"!

Quero compartilhar a inteligente música Rookmaaker da banda mineira Palavra Antiga. A letra dessa bela canção é uma manifestação direta da influência do escritor Henderik Rookmaaker sobre o pensamento de Marcos Almeida, estudante de Arte - Educação, compositor e cantor do Palavra Antiga. 

Essa música mostra a importância de ser conhecedor da cultura além dos currais eclesiásticos para que possamos dialogar com o mundo de uma forma sensata, sadia e relevante. Contudo, não é apenas pela boa letra que se destaca esse quarteto formado por dois mineiros e dois capixabas. A estética sonora do P.A foge do óbvio, traz uma mistura de ritmos que só quem está antenado com a arte num todo consegue produzir. 

Uma nota interessante é que os músicos do Palavra Antiga eram os músicos da banda da Heloísa Rosa, outra artista que vai na contra mão desse mercado "golpel". 

Ou seja, música boa! Tá tudo em casa!

Estou postando uma versão acústica, mas você pode ouvir na versão original fazendo o download aqui.


Site da banda: http://www.palavrantiga.com/


Degustem.


Composição: Marcos Almeida

Rookmaaker

Eu leio Rookmaaker, você Jean Paul Sartrê.
A cidade foi tomada pelos homens.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ler,
mas os outros estão néscios pra Ti.

Eu canto Keith Grenn, você canta o que?
A cidade está cheia de sons.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ouvir,
mas os outros estão surdos pra Ti.

Vem jogando tudo pra fora.
A verdade apressa minha hora.
Vem revela a vida que é nova.
Abre os meus olhos agora.

Eu fico com a escola de Rembrandt você no dadaísmo de Berlim.
A cidade está cheia de tinta.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ver,
mas os outros estão cegos pra Ti.

Eu monto o paradoxo no palco. Você anda zombando da Cruz.
A cidade está cheia de atores.
Na cidade dos homens tem gente que consegue dizer,
mas os outros estão mudos pra Ti.

Vem jogando tudo pra fora.
A verdade apressa minha hora.
Vem revela a vida que é nova.
Abre os meus olhos agora.

Toda vez que procuro pra mim algo pra ler, ouvir, olhar e dizer,
Senhor sabe o que eu quero.


Não me furto a certeza: és a Vida que eu quero.

domingo, 21 de agosto de 2011

Eu Quero Um Nirvana Gospel!



Na década de 90 em meio à monotonia e mesmice musical do cenário alternativo surgiu uma banda que trouxe um renovo harmônico para os ouvidos de quem não agüentava o mais do mesmo. Dos confins de Seattle surgiu o Nirvana, trazendo um novo jeito de fazer rock n’ roll. Com uma pegada punk rock, mas ao mesmo tempo com uma sensibilidade La David Bowie, o trio liderado por Kurt Cobain superou monstros de venda como Michael Jackson e Guns N’ Roses e influenciou as gerações posteriores. Foi um bom tempo que infelizmente durou pouco, muito pouco. Vitima de uma profunda depressão, Kurt Cobain resolveu acabar com tudo dando um tiro na própria cabeça. Um enorme desperdício de vida e de talento.

É similar na música cristã a agonia que precedeu o Nirvana e o movimento grunge na década de 90. Hoje é tudo mais do mesmo.  

Não existe conteúdo poético nas canções, não existe criatividade musical. É a mesma fórmula de sempre, a mesma forma. Os mesmos timbres, o mesmo evangeliques!  A mesma ineficiência em divulgar os valores do Reino. Apesar de ter ocorrido uma evolução técnica nas produções, o conteúdo continua estagnado e cada dia menos evangélico.

Sim! Menos evangélico! O tema que predomina nas musicas que se ouve nas rádios gospels é prosperidade financeira, cura, vitória e revanche contra os inimigos. Essas coisas não são os pilares do Evangelho do Reino, do Evangelho da Salvação.

Porém, o Novo Sempre Vem!

Apesar de estar em outro contexto, vejo o mesmo fenômeno que o Nirvana precursou acontecer na música cristã através de bandas geniais que tem surgido no underground cristão.

Estou particulamente em êxtase com a banda mineira Palavra Antiga. Hoje tive prazer em musicar minha adoração ao Pai escutando as treze maravilhosas faixas do disco Esperar é Caminhar (Baixe Aqui).

E não para por aí, Susana de Oliveira, Carol Gualberto, Rodolfo Abrantes, Stênio Marcius, entre outros, tem sido a esperança de musica relevante e de qualidade para os amantes da boa arte.
Susana de Oliveira
Carol Gualberto

É obvio que os tubarões fonográficos gospel não têm interesse nas verdades que esses músicos cantam, afinal, eles cantam os valores do Reino, e os valores do Reino vão de encontro com a teologia da prosperidade que corrobora as letras das suas prostitutas musicais.  Então, é provável que você não ouvirá esses nomes tocando nas rádios "golpels".

As verdades do Reino sempre estiveram na contra mão do sistema desse mundo. O cristianismo puro é marginal. A música cristã pura também.

Aqui no Verbo Primitivo você encontra subversão musical de qualidade.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Limp Bizkit Na Fundição Progresso




Minha dieta musical na minha adolescência foi composta com muita pancada sonora desses caras! 

terça-feira, 19 de julho de 2011

Uma Resposta de Zeca Baleiro à Teologia da Prosperidade.

Enquanto centenas de cantores "cristãos" negociam seus valores por dinheiro e fama calando-se diante das  diversas teologias heréticas que corroem o povo como a teologia da prosperidade, a profecia de Jesus se cumpre e as pedras clamam. 

Não ter luxo não me qualifica como calda de ninguém. 



Se não tem água Perrier, eu não vou me aperrear
Se tiver o que comer, não precisa caviar
Se faltar molho rose, no dendê vou me acabar
Se não tem Moet Chandon, cachaça vai apanhar

Esquece Ilhas Caiman, deposita em Paquetá
Se não posso um Cordon Bleu, cabidela e vatapá
Quem não tem Las Vegas, vai no bingo de Irajá
Quem não tem Beverly Hills, mora no BNH

Quem não pode, quem não pode
Nova York, vai de Madureira

Se não tem Empório Armani
Não importa vou na Creuza costureira do oitavo andar
Se não rola aquele almoço no Fasano
Vou na vila, vou comer a feijoada da Zilá

Só ponho Reebok no meu samba
Quando a sola do meu Bamba chegar ao fim.

domingo, 17 de julho de 2011

Liberdade Para Ser Criativo.

Por Marcello Comuna

Sou um cara extremamente grato ao Pai. Não sou grato só porque ele me abençoa, sim, também sou por isso, mas sou grato principalmente porque ele me fez livre.

Deus me libertou duas vezes. Primeiro ele me libertou de mim mesmo, quando eu andava totalmente refém do meu hedonismo, das minhas vontades, da minha falta de controle.
Depois ele me libertou da religião. Me libertou do cristianismo judaizante que me oprimiu durante dois anos com uma roupagem moderninha e cheio de gritinhos idiotas do tipo: Uhuu!
Que babaquice!

Deus me libertou dos mitos da religião. Deus me libertou do proselitismo doutrinário e intimidador que me angustiava e me gerava diversas crises, e consequentemente, recaídas no vômito.

Deus me deu um dom. Eu sou um artista. Amo e faço arte desde que me entendo por gente, principalmente música. Preciso mais de música do que de oxigênio. Sim, é verdade, o oxigênio é apenas um meio, a música é minha razão.

E por isso também sou grato a Deus. Por que ele me fez assim. O meu DNA é uma partitura.

Dias atrás eu caminhava pela rua retornando do trabalho, e como sempre, com meu mp4 no ouvindo. Naquele instante minha trilha sonora era o último álbum do Zeca Baleiro, e me lembro de ter um êxtase de alegria e glorificação a Deus por minha liberdade em Cristo.

Alegrei-me por lembrar que minha gaiola agora faz parte do meu passado. Lamentei por um segundo o tempo perdido, mas logo me regozijei por toda eternidade de liberdade que tenho pela frente. Por toda inspiração artística que ainda vou receber apreciando um artista verdadeiramente cristão ou não. Porque quem é livre na mente, na alma e no espírito, consegue ver Deus além de um rótulo. Porque se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.

Digo isso, porque nem todo aquele que muda de um caminho moralmente condenável para um caminho moralmente aceitável foi, obrigatoriamente, liberto por Cristo. Diversas sociedades e religiões também pregam valores morais admiráveis e muitos os seguem.

Passei anos debaixo de um jugo doutrinário, cheio de observâncias de regras e costumes. Não, eu não estava em uma igreja tradicional, pelo contrário, na igreja onde eu estava tinha até uma prancha de surf no púlpito. Eu descobri que o demônio da religiosidade tem muitas facetas. 

Nenhum homem está habilitado a dizer o que é aprazível ou não a Deus e nem criar dogmas e costumes segundo seus gostos e pontos de vista e imputar sobre o povo.

Nossa regra de fé são as prescrições bíblicas da Graça. Nada mais.

A alegria que me fez refletir e escrever esse texto também se deu pelo retorno da liberdade criativa. A religiosidade atrofiou o meu talento. A religiosidade coloca rédeas sobre a arte.

Com o tempo, percebi que minhas criações estavam limitadas ao formato gospel. E por fim, foi deixando de ser prazeroso criar, porque o assunto tinha se esgotado, porque a forma da religiosidade tinha castrado minha biodiversidade de expressar Deus.

Como escutei da minha amiga Célia, missionária urbana que trabalha com artes há treze anos: "A arte não tem que ter, necessariamente, um “para”; a arte é". Não são as palavras JESUS ou DEUS que glorificam suas divindades, mas o exercício do dom que SOMENTE ELES NOS DERAM.

Eu sou grato porque eu devia demais, devia quando vivia de acordo com os padrões da babilônia, depois quando passei a viver de acordo com os padrões da religião. Jesus fechou a conta e passou a régua!

Hoje sou livre e vivo somente de acordo com os padrões de Cristo.

Beijo grande no seu coração.

sábado, 21 de maio de 2011

Ortodoxo



Clique aqui e Ouça!


Ortodoxo
 (Com  "participação" de Caio Fábio)
Ortodoxo. Paradoxo... Aos ídolos.

Não vim fazer fã, meu afã... Fazer discípulo,

Pra Cristo Jesus, a videira.

Pois todo o ramo que estando nele não produz, é cortado.

Amaldiçoado... Como a infrutífera figueira.

Não tornou-se insosso, todo o sal.

Apesar do esforço. Jezabel insistiu, mas somos dois dos sete mil...

Que não se dobraram a Baal, À indústria.

Preso a clausulas contratuais, enquanto o mundo jaz... Em tantos ais, angústias.

Vim pelo vil pecador.

Ou por mais que rime. Serei o metal que soa. O sino que tine... E não tiver amor.

O palco não é minha passarela. Sim meu púlpito.

A graça impede que eu faça como goelas. Corruptos.

Quando terminar o show, eu começo o culto.

Não. Gospel não sou. Nem top, pop, artigo de shopping... Mero produto.

Busco versos divinos. Como o louvor dos pequeninos... A perfeição.

Genuíno, como o hino... De Paulo e Silas na prisão.

Mas o indiferente.

Tem outro propósito, só toca mediante depósito... Em conta corrente.

Nunca se contenta.

Que Deus dê visão, a Balaão... Mesmo que pela boca duma jumenta.


Quem multiplica ou subtrai, trai... Os fundamentos.


Da mentira extrai. Novos mandamentos.


Torcem as palavras do Deus vivo, com o que é nocivo... Tóxico.

Eis o motivo. De sermos ortodoxos.


Ortodoxo. Paradoxo... Aos hipócritas.

Onde estão os flashes, e o cash... È a órbita, Dessas estrelas.

Mas de alto a baixo, sem facho... Vejo Deus desfazê-las, Com suas mentiras.

Vendeu-se por quanto? Não tente dar volta no Espírito Santo... Como Ananias e Safira.

Minha herança é o Senhor.

Sou da tribo de Levi, vim servir... Estou ao dispor, O suplantador. Bota pilha.

Mas mantenho a postura, não trocarei minha primogenitura... Por um prato de lentilha.

Extremista. Mista doutrina. Não engulo.

Multiplica ou subtrai ao que a Bíblia registra? Pra mim é nulo, Não me envolve.

Pois o que li em Atos, não foi esse evangelho inexato... Barato R$ 1,99.

Te ofereço sem mistura, na mais pura essência.

De acordo com a escritura. Não se molda, segue moda... Ou tendências.

Sem meios termos, meias palavras. Favas contadas... Pelo o impostor

Inverdades propagadas, pelo pseudo-pastor. Vãs filosofias, sofismas.

Ele disse? Tenho cá minhas cismas.

Uma lástima. Seria se a bíblia eu não lesse. 
Seja anátema, quem pregar outro evangelho além desse.     
Música da dupla dinâmica U-Sal (Últimato a Salvação)