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quarta-feira, 25 de abril de 2012

O Religioso Pós Moderno Escuta Rock n' Roll





Por Marcello Vieira
Na minha compreensão a religiosidade é um demônio. Foi por causa da cegueira religiosa que os zelosos fariseus não conseguiram enxergar Deus em Jesus. 

Há seis anos, quando comecei minha caminhada na fé, inevitavelmente dei alguns passos dentro do infernal caminho da religiosidade. Por causa desse demônio, não conseguia carregar o peso leve que Jesus tinha reservado para mim, pelo contrário, me deram um fardo pesado e uma lente terrivelmente suja para enxergar a vida.

Pronto! Você está apto para caminhar no cristianismo Marcello! 

Queimou todos seus cds seculares, mudou toda a decoração revolucionária do seu quarto (a foto do Che Guevara era um portal dimensional para os demônios entrarem na minha vida), parou de cheirar a raspa da unha do capeta (cocaína) e de beber o xixi do satanás (cerveja)!

Oh Glória! Aleluia irmão! 

Nessa época eu já lia bastante a bíblia, mas não entendia nada direito. Era outra cultura, outro linguajar. Então, eu pedia para meu novos amigos me explicarem o quê eu não conseguia compreender, e era aí que eu era doutrinado religiosamente. Aos poucos fui sendo lobotomizado. Minhas preocupações com o social, com o pobre, com os órfãos como eu - e com as viúvas como minha mãe, foram perdendo lugar para ansiedade de ver anjos, subir montes, lutar com demônios em madrugadas inteiras de orações. Troquei minha literatura poética, filosófica e politica por Daniel Mastral, Rebeca Brown, Neuza Itioka, entre outros. 

Passei a ver demônios em todas as formas geométricas, abandonei toda manifestação artística que não tivesse o selo gospel de santidade. Fui transformado em nova criatura - nascia mais um religioso. Magoei gente amada que me tratou bem a vida toda por discordarem das minhas verdades. Lamento por saber que não poderei mais ser uma ponte entre elas e Deus.

Foi nessa época que descobri também que o religioso pós moderno não tem mais aquela aparência do inconsciente coletivo. Para a maioria das pessoas, o esteriótipo do religioso ainda é aquele perfil dos irmãos assembleianos. No inicio da minha conversão eu também pensava assim. Na verdade, eu não sabia direito o quê era uma pessoa religiosa. Na minha incauta compreensão da época, religiosidade se resumia a roupas e liturgia. Então, quando conheci uma igreja que tocava rock e reggae no louvor, que tinha uma prancha no altar como púlpito e que incentivava os esportes radicais, eu pensei: Estou no céu! 

Ledo engano!

Sei que houve um proposito especifico do Pai para me levar a passar dois anos servindo naquele lugar. Pude conhecer de perto essa artimanha demoníaca em alienar pessoas com uma roupagem moderna. 

Infelizmente, nas minhas andanças por aí, percebo que esse demônio continua a confundir muitos irmãos. A cada dia me deparo com mais fariseus tatuados, fãs de rock n' roll, skatistas, surfitas, lutadores de jiu-jitsu, entre outros. Existem até mesmo religiosos frequentadores de raves gospel.

Triste é vê-los em suas ignorâncias condenando os religiosos tradicionais sem perceber que são idênticos em suas essências. 

A cada dia surge um novo movimento underground cristão auto intitulando-se anti religião. Porém, basta dar uma olhada mais aprofundada para perceber que trata-se apenas de vinho velho em odre novo. Fiquei frustrado essa semana ao ver um vídeo de um proeminente movimento cristão que tem como slogan a mudança de mente. Fiquei triste ao constatar que trata-se apenas de mais um homem cego gritando contra o próprio espelho.

Nossa submissão dever ser somente aos ensinos do nosso Mestre. Toda religiosidade humana que tenta alienar o ser humano dentro de uma cultura exclusivista deve ser rejeitada. 

Fiquemos atentos!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Sociedade Cristã X Mentalidade Cristã


Por Fabrício Cunha

Quando pequeno, lembro-me bem de um adesivo colado no vidro traseiro do Kadet preto de nossa família. Dizia o seguinte: “O Brasil é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso!” 

Orávamos por líderes evangélicos envolvidos em posições estratégicas na política de forma que nos beneficiassem pelo fato de estarem no poder. Nos beneficiassem não, beneficiassem a fé cristã evangélica e os seus propósitos. 

Lembro-me perfeitamente de orarmos contra a eleição de um presidente de esquerda e, depois, contra a do seu alternativo, o de direita, por ter-se declarado ateu. Cheguei a ir em reuniões onde dois candidatos evangélicos, um ao estado e outro à federação, faziam campanha para um conhecido ex-político acusado de vários crimes de corrupção pelo fato de que estavam lendo a Bíblia com ele. 

Enfim... Desde a época da formação do povo de Israel ou, de forma mais patente, da época de Jesus Cristo, nossa expectativa e propósitos se baseiam mais na formação de uma sociedade cristã do que de uma mentalidade cristã para a sociedade como um todo. 

Quem quer formar uma sociedade cristã, tem um projeto de poder. Queremos conquistar espaços estratégicos e pessoas estratégicas de forma que, ocupando tais posições, tenhamos os nossos interesses garantidos. Já vi, por exemplo, chefes evangélicos promoverem um funcionário só pelo fato de compartilharem da mesma fé e não por mérito. E quem de nós nunca ouviu a afirmação política: irmão vota em irmão”?! Mesmo que tais interesses sejam a priori bons, vivemos numa sociedade múltipla, formada por todo tipo de gente que precisa ter seus direitos e liberdade resguardadas assim como nós mesmos queremos que nossos direitos e liberdade o sejam. Assim, um projeto de tomada de poder não parece ser a melhor expressão que o corpo de Cristo pode tomar aqui na terra. 

O projeto de Jesus de Nazaré, nada tem a ver com tomada de poder mas com a formação de uma nova mentalidade baseada numa outra cosmovisão, que têm o amor como fonte de motivação e propósito final. É por isso que em várias de suas palavras, Ele inverte as lógicas do pensamento corrente, propondo uma nova forma de ver, pensar e agir. Vemos isso, por exemplo, em todo Sermão do Monte onde os protagonistas são os fracos e irrelevantes; em sua conversa com a Samaritana, onde rompe todos os paradigmas sociais para declarar-se Messias a uma mulher; no “lava pés” ao quebrar a hierarquia e colocar-se de joelhos para servir aos discípulos; em Mt 25. 35 onde estabelece a solidariedade como caminho para a glória; em sua declaração messiânica em Lc 4. 18-19 onde, de tantos textos gloriosos sobre o Messias, escolhe um que enfatiza a sua identidade mais simples. 

O projeto de Jesus não é de poder. Aliás, Filipenses 2. 5-11 nos diz claramente que seu projeto é abrir mão do poder, em vistas do amor. E Paulo começa esse texto dizendo: “seja a atitude de vocês a mesma de Cristo.” 

Portanto, estamos comprometidos não em tomar a sociedade de assalto, implementando nela um projeto cristão “guela abaixo, mas em servir a sociedade, influenciando-a por meio de uma mentalidade que é contra-cultural tantas vezes, rejeitada outras tantas, mas que ganha legalidade não pelo poder que requer, mas pela humildade constrangedora e inspiradora de quem se ajoelha, toma a toalha e a bacia e lava os pés de toda gente, sem querer nada em troca. 

Assim, quando perguntados porque somos, pensamos e agimos dessa forma, teremos legitimidade e espaço de fato para “darmos a razão de nossa fé”. Então essa revolução de amor ganhará mais e mais proporção, fazendo do Brasil não o país do Senhor Jesus, mas um país onde se vê mais e mais a face de Cristo no meio do povo. 


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Arte, Liberdade de Expressão e Deus.



Um dos meios mais significantes de expressão é a arte. E quando me refiro à arte, pretendo abarcar todo o leque de manifestações artísticas, desde as artes cênicas, passando pelas artes plásticas, pela música, literatura, etc.

Ao dotar o ser humano de sensibilidade artística, o Criador estava imprimindo nele um dos Seus traços mais marcantes. Deus é o Supremo Artista. Toda a Sua criação é uma grande obra de arte.

Em Efésios 2:10, o apóstolo Paulo diz que “somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. A palavra grega traduzida como “feitura” é poiema, que também poderia ser traduzida por “poema”. Que interessante: somos o poema de Deus. Somos uma expressão artística de Deus.

João Calvino, o grande reformador protestante do século XVI, defendia que a arte é um dom de Deus, e que deveria ser usada para glorificá-Lo. E mesmo quando a arte se rebaixa para tornar-se o instrumento de mero entretenimento para o povo, Calvino afirma que este tipo de prazer não lhe deveria ser negado. Quanto mais o homem se aprofunda nas “artes liberais” e investiga a natureza, mais se aproxima “dos segredos da divina sabedoria”.

Sobre isso, escreveu Bavinck (1854-1921):

“A arte também é um dom de Deus. Como o Senhor não é apenas verdade e santidade, mas também glória, e expande a beleza de Seu nome sobre todas as Suas obras, então é Ele, também, que, pelo Seu Espírito, equipa os artistas com sabedoria e entendimento e conhecimento em todo tipo de trabalhos manuais (Ex 31.3; 35.31). A arte é, portanto, em primeiro lugar, uma evidência da habilidade humana para criar. Essa habilidade é de caráter espiritual, e dá expressão aos seus profundos anseios, aos seus altos ideais, ao seu insaciável anseio pela harmonia. Além disso, a arte em todas as suas obras e formas projeta um mundo ideal diante de nós, no qual as discórdias de nossa existência na terra são substituídas por uma gratificante harmonia. Desta forma a beleza revela o que neste mundo caído tem sido obscurecido à sabedoria, mas está descoberto aos olhos do artista. E por pintar diante de nós um quadro de uma outra e mais elevada realidade, a arte é um conforto para nossa vida, e levanta nossa alma da consternação, e enche nosso coração de esperança e alegria.”

E quando falo de arte, não endosso a pretensa distinção entre arte cristã e arte pagã. Concordo com Hermisten Maia Pereira da Costa, que em seu belo texto intitulado “O Espírito Santo na Vida Intelectual e Artística” afirma: “A dicotomia entre “arte cristã” e a “arte pagã” tem contribuído para que os cristãos muitas vezes se distanciem das expressões artísticas, rotulando-as precipitadamente de pagã, sem o devido critério. Por outro lado, e isto é o mais grave, com o nome de arte cristã tem-se pretendido criar um suposto isolacionismo cultural que, na realidade tem sido, em geral, de baixíssima qualidade e, o pior: supostamente para a glória de Deus. Muitas vezes em nome de uma “arte cristã” estamos patrocinando uma “reserva de mercado”, onde a sensatez e o senso crítico não têm vez, visto que neste caso, o que conta é o sentimento, como que este, por si só estivesse acima de qualquer juízo de valor.” 

Michael S. Horton nos adverte com precisão: “Se vamos escrever literatura ‘cristã’ e criar obras de arte e música distintamente ‘cristãs’, deverá ser feito de modo tão plenamente persuasivo intelectualmente e artisticamente que os que não são cristãos ficarão impressionados por sua integridade – mesmo que eles discordem”. 

É o próprio Deus quem capacita pessoas a se expressarem através das artes. Lemos em Êxodo, que Deus escolheu dois homens, Bezalel e Aoliabe, enchendo-os de “habilidade, inteligência e conhecimento, em todo artifício, para inventar obras artísticas, para trabalhar em ouro, em prata e em bronze, em lavramento de pedras de engaste, em entalhadura de maneira, para trabalhar em toda obra fina (...) Encheu-os de habilidade, para fazerem toda obra de mestre, até a mais engenhosa, e a do bordador, em estofo azul, em púrpura, em carmesim e em linho fino, e a do tecelão; toda sorte de obra, e a elaborar desenhos”. Uau! Quanta inspiração Deus deve ter dado àqueles homens!

Porém, de nada adiantaria dar-lhes inspiração, se não lhes fosse dada a liberdade necessária para expressá-la.

Durante a Ditadura Militar, muitos artistas brasileiros foram exilados, porque suas obras eram consideradas subversivas. Um desses artistas foi Caetano Veloso, que amargou um período de exílio na Inglaterra. Alguns dos grandes compositores brasileiros tiveram que expressar sua indignação através de músicas com sentido subliminar. Chico Buarque, por exemplo, tinha suas músicas sistematicamente observadas. Uma de suas músicas com duplo sentido foi “Apesar de Você”:
Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão.
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão.

Apesar de você
amanhã há de ser outro dia.
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar.

Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro.

Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de “desinventar”.
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar.

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria.

Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença.

E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
antes do que você pensa.
Apesar de você

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia.

Como vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente,
Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar,
Na sua frente.
Apesar de você

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai se dar mal, etc e tal,
La, laiá, la laiá, la laiá…….


Naquele período tenebroso da nossa história, todas as publicações, livros, programas de TV e rádio, eram obrigados a passar pelo crivo de um grupo de censores. Os critérios eram subjetivos e iam desde os aspectos ideológicos e políticos, até os relacionados a costume. Os censores indicavam os trechos, e muitos casos, a obra toda que não poderia ser divulgada. Assim, algumas obras ficavam desfiguradas e sem sentido.

Muitos filmes produzidos naquela época nunca chegaram à telas. Políticos e pensadores foram encerrados atrás das grades. Artistas foram expulsos do País. Sem contar aqueles que simplesmente desapareceram, sem deixar vestígios.

Grande parte da nata intelectual e artística do Brasil ficou impedida de se expressar. Todos perdemos com isso.

A igreja cristã, juntamente com seus líderes, deve estimular a arte e a sua livre expressão.

Se houvesse algum tipo de censura religiosa nos tempos bíblicos, provavelmente muitos dos salmos teriam sido editados ou simplesmente descartados. E certamente não teríamos o livro do "Cântico dos cânticos", cujo conteúdo é extremamente erótico, mas nem por isso, deixa de ser espiritual.

Nenhum líder religioso tem o direito de promover qualquer tipo de censura. Em vez disso, deve oferecer aos fiéis instrumentos, para que saibam apreciar e ao mesmo tempo discernir a mensagem que o artista está tentando passar. E aqui vale a admoestação de Paulo, o apóstolo: Apreciar tudo, e reter o que for bom.


Via Hermes C. Fernandes

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Pane No Sistema - Desconfigurado por Cristo.




Por Marcello Comuna
Eu era cego pensando que enxergava alguma coisa. Eu era escravo pensando que era livre. 

Buscando libertação de mim mesmo, um sistema se apresentou como alforria afirmando que todo seu funcionamento estava em acordo com os mandamentos do Supremo, e isso incluíam seus dogmas, doutrinas, costumes, subcultura e cosmovisão.
 
Ferido, debilitado e com minha razão comprometida após anos de vida in babylon, fui levado como cordeiro mudo pensando que estava indo ao encontro do Divino. Caí na armadilha que sempre alertei nos meus tempos de militância com o microfone na mão – a alienação.
 
Alienado e encantado com promessas de seus representantes que insistiam em afirmar: Não duvide! Não pense! Apenas obedeça porque obedecer é melhor do que sacrificar (sic). Comecei a ser adestrado, robotizado, programado e ensaiado a responder questionamentos com chavões, jargões e distorções.


Fui do meu hedonismo (busca por prazer) babilônico para o hedonismo desse sistema. Uma busca constante por experiências metafisicas e realizações materiais através de patuás que eles chamam de ponto de contato da fé. O Nome que está sobre todo nome é pronunciado em vão, com o único intento de proporcionar mais satisfação. Esse sistema é lobo em pele de ovelha. Esse sistema se apresenta como Deus, mas não é! Esse sistema é Treva e se chama religião!

A doutrina desse sistema afirma que viver uma vida correta é viver uma vida separada das outras pessoas que não estão dentro da caixa, e isso inclui toda cultura que não traga o seu rótulo ou o selo made in religion. O deus que eles adoram é limitado e condicionado aos seus pensamentos e tradições. Uma mistura dos antigos fariseus e essênios. Ignoram a visão que o Criador deu a Pedro, mostrando todas as coisas reconciliadas e purificadas com o céu através do sacrifício de Cristo. Atos 10. 10-16.

E lá estava eu, castrado e retardado, porém, alguma coisa dentro de mim dizia que havia algo de podre naquele “santificado” sistema. Então, como há muito tempo aconteceu com Martinho Lutero, um dos maiores abolicionistas da história, eu resolvi pesquisar as Sagradas Escrituras pela minha consciência e sincera vontade de encontrar a Verdade, longe do tendenciosismo dos recrutadores sistêmicos.

Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará.

Pane no sistema. Fui desconfigurado, foram retirados meus olhos de robô. Percebi que nada era orgânico naquele lugar, tudo era programado. E eu achando que tinha me libertado...

Quando comecei a dar indícios de percepção sobre do que realmente se tratava aquilo tudo tentaram me calar. Me excluíram das funções, me excluíram das redes sociais, me amaldiçoaram e me chamaram de filho do diabo. Assim como no passado fizeram com o Cristo, acusando O de subverter o status quo pelo poder do maior dos demônios.

Esses eram os indícios que eu estava no caminho certo, pois Aquele que sofreu primeiro do que eu, afirmou: Benditos serão quando por minha causa e do meu evangelho forem perseguidos!

Deus não rejeita um coração rendido aos seus pés. Por isso, mesmo dentro daquela alcateia fui poupado e resgatado pelo seu Espírito, o único que verdadeiramente convence o homem do pecado e do juízo. 

Somente Deus transforma, o sistema somente adestra.

Hoje sou livre do hedonismo babilônico e do hedonismo da religião. Caminho com meu libertador apaixonando-me dia após dia, sentando no divã do caminho estreito, onde me encontro e me olho no espelho. Onde sacio meu desejo pelo novo, porque o Verbo se renova todos os dias e é o perfeito antídoto para a obviedade do sistema.

Fui desconfigurado pelo Hacker dos hackers. Ele me infectou com o vírus da Graça. Não estou mais preso ao sistema. Meus olhos de robô caíram, agora enxergo com os olhos do Pai, já que sou Imago Dei.

Assim, consigo ver o quê o Mal está sempre tentando fazer - Reinstalar o Sistema.



Admirável Chip Novo

Pitty

Pane no sistema, alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico, é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente
E eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, morre, gaste e viva
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga...
Não senhor, Sim senhor (2x)
Pane no sistema, alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico, é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente
E eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, morre, gaste e viva
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga...
Não senhor, Sim senhor (2x)
Mas lá vem eles novamente
E eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Jesus, O maior guitarrista de todos os tempos!


Um amigo me disse certa vez, entusiasmado, que um guitarrista de um famoso ministério de louvor havia declarado que antes sua inspiração musical vinha de músicos como Jimi Hendrix e Steve Vai, mas que isso estava errado, hoje ele entende que sua única inspiração é Jesus!!

- Que legal – pensei – não sabia que Jesus tocava guitarra. 


Estou certo, como já disse, que nossa maior inspiração vem do Criador, e nosso poder criativo existe porque Ele nos criou a sua imagem e semelhança, é um dos atributos que nos difere dos animais irracionais junto a capacidade de raciocínio.

Porem não há como imaginar que os cristãos sejam detentores da verdade sobre todos os assuntos da vida, a confusão entre conhecer a Verdade, que é Cristo – e ainda assim conforme Lhe agradou fazer-se conhecido – e conhecer a verdade sobre todas as coisas é absurda.

Deveria ser obvio que conhecer a Cristo não faz de nós conhecedores sobre todos os assuntos sobre todas as áreas da vida.

Por exemplo, ao servir a Cristo você não passa a saber tudo sobre a teoria da relatividade, isso acontece porque você estuda, você também não se torna um médico por começar a servir a Jesus.

Aliás, creio que não tenha tanta gente confusa sobre isso quando a área é a medicina, é ponto comum – exceto aos totalmente alienados – que para ser médico é preciso estudar e se interessar sobre os assuntos da medicina.

Em se tratando de arte e comunicação não é diferente, é preciso estudar e ter interesse verdadeiro pela produção cultural e artística moderna e histórica. 

O guitarrista gospel usou uma grande frase de efeito, mas o efeito não causa nenhum benefício, apreciar o trabalho de grandes guitarristas não o faz menos dependente ou servo de Cristo nem lhe lança no “mundo”.

C.S.Lewis foi capaz de produzir uma variedade incrível de escritos – tanto os ficcionais como os teológicos – porque era um leitor voraz, entre seus livros preferidos estavam “O Peregrino” de John Bunyan e “A Rainha Das Fadas” de Edmund Spencer, um cristão e um anti-cristao, lia ainda os evangelhos apócrifos porque se interessava pela narrativa criativa, mesmo essa não contendo verdade. 

O prazer que Lewis tinha pela leitura formou o escritor que nos deixou obras como “As Crônicas de Narnia”, “O Problema do Sofrimento”, “Cristianismo Puro e Simples” e muitos outros livros.

Ele não parecia temer apreciar algo “secular” ou usava frases de efeito para reafirmar sua fé e vida de serviço a Cristo.

Esse temor em apreciar o “secular” não é sinal de maturidade espiritual, pelo contrário mostra apenas uma tendência em se deixar escravizar por dogmas humanos criados por pessoas legalistas, ou revela um temor em perder a fé ou ainda um condicionamento pelo marketing do grande mercado gospel.

É igualmente triste em todas as hipóteses, pois se na primeira ficamos a mercê da religiosidade castradora de homens legalistas e seus dogmas criados com intuído exclusivo de controlar pessoas que deveriam ser livres em Cristo, a outra é fruto de pouco aprofundamento na fé, nos fundamentos de doutrinas Bíblicas e no próprio relacionamento com Deus, como disse Jesus “a casa foi construída sobre a areia e não sobre a rocha” (Mateus 7:24 a 27), e a terceira esconde um problema sério que é uma industria formada por cristãos e imitadores de cristãos – que segundo Frank Schaeffer não podem na maioria das vezes ser distintos uns dos outros – formando e doutrinando cristãos modernos.

O cristão que conhece a Verdade não deveria temer apreciar algo só porque não foi desenvolvido nos guetos evangélicos, como reflete Frank Schaeffer em seu livro “Viciados em Mediocridade”, “os cristãos deveriam ser os que menos se sentem ameaçados por novas idéias artísticas, pela experimentação, por correr riscos, de olhar e apreciar o que o outro lado tem a dizer. Se os nossos pés estão solidamente enraizados na verdade, podemos observar o mundo com confiança, prazer e realização.”

Na verdade o cristão deve ter cuidado com o que é produzido nos guetos evangélicos, que muitas vezes vem carregados de heresias disfarçadas e facilmente confundidas com espiritualidade, por abaixar a guarda – já que se trata de material confeccionado por nossos “irmãos” – ficamos expostos a muita coisa que vai contra o ensino das Escrituras, e poucos tem sido como os bereanos, que como nos tempos do apostolo Paulo iam verificar “se as coisas eram mesmo assim”(Atos 17:11).

A falta de esforço e dedicação também podem vir disfarçados de espiritualidade quando cristãos querem lançar sobre a oração a responsabilidade de seu desenvolvimento artístico.

Para alguns a oração deixou de ser um relacionamento com Deus e passou a ser um amuleto ou uma abstração da realidade.

Para muitos cristãos dizer “estou orando” significa dizer “não quero fazer a parte que me cabe nisto” emendando logo algum jargão do tipo “tudo posso naquele que me fortalece” e segue trabalhando obras medíocres que só são aceitas mediante o marketing da industria gospel, caso tenha esse fator ao seu lado.

Orar em todo tempo significa ter relacionamento com Deus e esse relacionamento logo ensina que Ele se agrada do trabalho e da dedicação como podemos ver no principio da criação:

“E tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar” (Genesis 2:15). 

“Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome” (Genesis 2:19).

A preguiça e a falta de interesse genuínos pelas artes trabalham contra o artista cristão, não há desenvolvimento sem suor, como disse Picasso “arte é 20% inspiração e 80% transpiração”, se queremos ter relevância nos meios da cultura e das artes vamos precisar fazer mais do que usar jargões desgastados e fingir espiritualidade.

Fábio Q no Solomon1 (Via Hermes Fernandes)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Rookmaaker - Palavra Antiga

Palavra Antiga

Eu já compartilhei aqui em outro texto (clique aqui para ler) o meu pensamento sobre a predominância na música evangélica brasileira. Não é segredo para os meus leitores que não tenho paciência para escutar os apelos mimados de "...restitui Senhor, eu quero de volta o quê é meu..." e corações rancorosos degustando vinganças com sabor de mel.

Também não é novidade o que eu penso a respeito do movimento neopentecostal, que por ter tomado proporções enormes acabou por "representar" para os desavisados o protestantismo brasileiro - nada mais injusto e falso.

Mas existem os sete mil que não se dobram diante de Baal. Ainda existe os profetas dispostos a perderem cabeças na bandeja de prata. Homens que tem compromisso com as Escrituras e não com pseudo visões dadas por "deus"!

Quero compartilhar a inteligente música Rookmaaker da banda mineira Palavra Antiga. A letra dessa bela canção é uma manifestação direta da influência do escritor Henderik Rookmaaker sobre o pensamento de Marcos Almeida, estudante de Arte - Educação, compositor e cantor do Palavra Antiga. 

Essa música mostra a importância de ser conhecedor da cultura além dos currais eclesiásticos para que possamos dialogar com o mundo de uma forma sensata, sadia e relevante. Contudo, não é apenas pela boa letra que se destaca esse quarteto formado por dois mineiros e dois capixabas. A estética sonora do P.A foge do óbvio, traz uma mistura de ritmos que só quem está antenado com a arte num todo consegue produzir. 

Uma nota interessante é que os músicos do Palavra Antiga eram os músicos da banda da Heloísa Rosa, outra artista que vai na contra mão desse mercado "golpel". 

Ou seja, música boa! Tá tudo em casa!

Estou postando uma versão acústica, mas você pode ouvir na versão original fazendo o download aqui.


Site da banda: http://www.palavrantiga.com/


Degustem.


Composição: Marcos Almeida

Rookmaaker

Eu leio Rookmaaker, você Jean Paul Sartrê.
A cidade foi tomada pelos homens.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ler,
mas os outros estão néscios pra Ti.

Eu canto Keith Grenn, você canta o que?
A cidade está cheia de sons.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ouvir,
mas os outros estão surdos pra Ti.

Vem jogando tudo pra fora.
A verdade apressa minha hora.
Vem revela a vida que é nova.
Abre os meus olhos agora.

Eu fico com a escola de Rembrandt você no dadaísmo de Berlim.
A cidade está cheia de tinta.
Na cidade dos homens tem gente que consegue ver,
mas os outros estão cegos pra Ti.

Eu monto o paradoxo no palco. Você anda zombando da Cruz.
A cidade está cheia de atores.
Na cidade dos homens tem gente que consegue dizer,
mas os outros estão mudos pra Ti.

Vem jogando tudo pra fora.
A verdade apressa minha hora.
Vem revela a vida que é nova.
Abre os meus olhos agora.

Toda vez que procuro pra mim algo pra ler, ouvir, olhar e dizer,
Senhor sabe o que eu quero.


Não me furto a certeza: és a Vida que eu quero.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O Dia Em Que O Metallica Foi A Igreja




John Van Sloten está ficando conhecido como o “pastor canadense da cultura pop”. Em 2004 ele pregou um sermão sobre a banda de heavy metal Metallica e sua “mensagem  espiritual”. Ele não imaginava que alguém de fora de sua congregação, a igreja New Hope (Nova Esperança), na cidade de Calgary, fosse prestar atenção. Mas a propagação dessa mensagem tornou-se matéria em vários jornais do mundo, chegando até a revista Rolling Stone. Até a própria banda ouviu falar dele através de um DJ da rádio CJAY92.
Dias antes, o jornal  Calgary Herald tomou conhecimento do assunto e publicou um pequeno artigo sobre as intenções do pastor de unir duas coisas aparentemente tão conflitantes. O Metallica chegou a enviar uma equipe da Warner Music canadense para filmar o culto da igreja naquela semana. Afinal, o pastor John comparou os músicos aos profetas do Antigo Testamento que se levantavam contra a injustiça reinante em seu tempo. Porém, ao invés de profetizar em nome de Deus, eles fazem músicas que falam sobre esses assuntos. Afirmou ainda que a energia e o entusiasmo dos fãs da banda são um exemplo para os que seguem a Cristo.
No famoso sermão ele abordou ainda aspectos da vida dos músicos. Em especial as dificuldades que o líder da banda, o guitarrista James Hetfield, tinha com Deus e a igreja. Aos 16 anos ele viu sua mãe morrer em decorrência de um câncer após ser proibida de procurar ajuda médica e esperar a cura divina. Por causa dessa experiência o guitarrista compôs, entre outras, músicas como The God that failed (o Deus que falhou), onde canta “Eu vejo fé em seus olhos/ Você nunca ouviu as mentiras desanimadoras/ Eu ouço fé em seus gritos/ promessa quebrada, traição/ A mão curadora esta presa pelo prego enterrado/ Siga o Deus que falhou”.
Toda a repercussão e “fama” inesperada levou o pastor a fazer uma série de sermões sobre a cultura pop, que segundo ele mudaram a sua vida e de sua congregação. Passou então a analisar e pregar sobre filmes como a série do Homem-Aranha, até Gran Torino; bandas como Coldplay e Green Day; artistas como Van Gogh e Rembrandt. Van Sloten afirma que “Deus está falando em todos os lugares, através de todas a coisas. O motivo pelo qual preguei sobre todos estes assuntos é porque acredito que eles pertencem a Deus… E quando as coisas pertencem a Deus, elas são importantes e tem algo a nos dizer”, afirmou. Mas o pastor Van Sloten também precisou “pregar” sobre personalidades controversas como Lenny Kravitz e Freddy Mercury, quem ele admite ter sido o mais difícil.
Certamente é uma idéia intrigante, ainda que controversa, pensar que Deus falando através de tudo. Sério? Tudo? Através de um filme como Se beber não case? Até mesmo através de revistas de fofocas e celebridades? As músicas da Lady Gaga? Tal ideia afastou quase metade dos membros da igreja de Van Sloten.
O pastor de 49 anos viu sua congregação de 400  ficar reduzida a pouco mais de 200pessoas sentados no centro comunitário que a New Hope aluga para os cultos de domingo.Por opção, desde o início a igreja decidiu não investir em um prédio. “Eles pensavam que eu tinha ido longe demais, que iria abandonar completamente a Bíblia. Na maioria das outras denominações eu teria sido afastado”, admite.  Mas está convicto que os que permaneceram, “não conseguem mais assistir a um filme apenas por diversão. Agora eles se pegam constantemente perguntando: O que você está dizendo com isso, meu Deus? Quando se reconhece que Deus está falando em todos os lugares, você é forçado a participar, ver e ouvir com mais discernimento, fazer as perguntas certas .” Agora, seis anos depois de iniciar essa mudança, ele lança seu primeiro livro, que leva o título justamente de “O dia em que o Metallica foi à igreja”.
Mesmo sendo favorável ao discernimento e a necessidade de fazermos as perguntas certas, é difícil para a maioria de nós ver Deus por trás de certas coisas. Às vezes a questão não é: “O que você está dizendo com isso, Deus?”, mas sim “O que esse músico ou compositor ou artista está dizendo com isso?”
Certamente existem muitas obras de arte e elementos da cultura pop que podem revelar a Deus. Ele não se limita às manifestações religiosas e está presente mesmo em algo “secular”. Beleza e a bondade são manifestações da sua glória, seja o responsável  por essas coisas cristãos ou não. Mas algumas coisas são totalmente desprovidas de verdade, beleza e bondade!
Deus pode falar através de todas as coisas? Sim. Já falou inclusive através de uma mula, mas deveríamos ser  capazes de estabelecer um limite. Mesmo assim, ele afirma que pastores da Austrália e do Reino Unido foram inspirados por suas idéias. “Ouvi líderes de igrejas por toda a América do Norte dizendo ‘isso faz sentido’ – mas eles nunca tiveram uma base teológica para confirmar isso”.
Mesmo lançado por uma editora pequena, o livro chegou a ser mencionado pela rede CNN em uma matéria sobre religião. Os lucros obtidos com o livro, disse o pastor, não ficarão em seu bolso, mas serão doados integralmente para a sua igreja. Mesmo assim, este ex-corretor de imóveis, hoje escritor, sabe que muitos questionarão suas intenções. ”O tempo mostrará se essa é só uma moda ou se eu sou apenas mais um aproveitador” diz Van Sloten.
Talvez o pastor John esteja levando isso a um extremo. Talvez não. O tempo dirá. Chama a atenção o fato de a imagem de fundo da página de abertura novo site da New Hope ser a capa do livro. Cerca de metade do conteúdo promovido na página está ligado à promoção do livro. É bom lembrar que a editora Faith Alive também tem um bom site promocional para o livro chamado “Metallica na igreja” (AQUI). O primeiro capítulo pode ser baixado gratuitamente por quem estiver curioso sobre o tema  AQUI (em inglês). Vale destacar um dos comentários disponíveis no site, assinado pelo pastor Jonathan Vandenberg, líder da juventude das igrejas reformadas da Austrália:
“Acabei de ler The Day Metallica Came to Church e gostei muito. Sinto que ele registrou bem a importância de termos uma fé bíblica e, ao mesmo tempo, a necessidade de abraçar e explorar os elementos místicos e existenciais da fé e da revelação, vistos por numa perspectiva Reformada. Enquanto a teologia é algo que já abraçamos a séculos, o autor identifica esses elementos naquilo que vemos em nossos dias, o que renova e reafirma bem nossas teorias. Este livro fala à sociedade pós-evangélica, que está descobrindo uma visão do Reino em meio a (e através da) nossa cultura.”
release do livro disponível no site da Amazon diz:
O que a música feita por Metallica e Bach, o filme Crash, e histórias sobre Batman tem em comum? De acordo com o autor e pastor John Van Sloten, Deus podem falar  através de todas elas – se estivermos dispostos a ouvir. Out of his own startling and sometimes wrenching journey of discovery, Van Sloten mostra como Deus pode falar conosco usando qualquer coisa – músicas de heavy metal, filmes violentos, esportes e mesmo a última moda. Se você está atento, este livro pode mudar a maneira como você está acostumado a ouvir a voz de Deus, ou até mesmo a maneira como você vive.
Veja abaixo um trecho da pregação que deu origem ao livro.

Traduzido e editado por Jarbas Aragão © Direitos reservados
Com informações de Christianity Today,  The Calgary Sun e  Amazon
O livro pode ser adquirido  AQUI e o sermão completo do vídeo acima AQUI (em inglês)
Fonte: Pavablog