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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Eu amei um homossexual!




 Um grupo cristão vai a Parada do Orgulho Gay em Chicago segurando cartazes com pedidos de desculpa, incluindo "Eu sinto muito pela forma como a igreja tratou voce".

Eu tinha aproximadamente 17 anos, quando eu tive minha primeira experiência com um homossexual, lembro-me como se fosse ontem, eu ia pegar um ônibus para ir até minha igreja, como eu fazia todos os finais de semana. Era por volta das 18h00 e meu ônibus sairia em 30 min, foi quando eu avistei um senhor bem vestido e muito simpático, ele não tirava os olhos de mim, eu estava sentado em um banco perto do ônibus e ele mais afastado, quando ele começou a piscar para mim. Lembro que fiquei bastante constrangido, mas tomei coragem e o convidei para se sentar ao meu lado. Prontamente ele atendeu ao meu pedido, ele já veio logo segurando na minha mão, e começou a tocar no meu cabelo. Pois com o mesmo sorriso que o chamei eu falei para ele o seguinte:

_Tudo bem com você? Meu nome é Robert, qual é o seu nome?

_ Eu me chamo Marcos! Ele respondeu sorridente.

_Pois é eu só te chamei aqui porque eu queria que você soubesse que eu sou muito feliz! 

Falei com um tom meio ousado.

_Eu já sei, você é feliz porque você tem muitos amigos assim “como eu”, por isso você é alegre! 

Ele respondeu todo empolgado.

_Não exatamente, na verdade eu sou muito feliz, porque um dia eu fui “lavado e remido pelo sangue do Cordeiro”. É sobre Ele que eu gostaria de te falar.

Respondi com firmeza.

_A não!!! Você é crente? Só me faltava essa...

Ele respondeu tirando as suas mãos de mim, e um tanto indignado.

Como em nenhum momento eu demonstrei algum tipo de preconceito, e eu queria conhecer a sua história, conversamos sobre a sua vida e também sobre a bíblia. 

Interessante foi eu estar levando minha bíblia na mochila, uma Thompson antiga, ou seja, uma bíblia enorme. À medida que passava um amigo do Marcos ele dizia:

_O Fulano, vem aqui esse é o Robert, ele é crente e não tem preconceito, ele quer falar sobre a bíblia com a gente.

Naquele domingo eu não fui para o culto na igreja, eu fiz meu próprio culto em um banco de rodoviária cercado de vários homossexuais, alguns sentados ao meu lado e outros sentados no chão, eu com a minha bíblia gigante no colo, as pessoas que desciam dos ônibus, ou passavam por lá paravam para ver o que estava acontecendo. Não me preocupei em falar sobre salvação, pois todos eles já conheciam a respeito de Jesus, eu apenas falei sobre o amor e graça de Deus, muitas sementes foram plantadas naquela noite.

Ao chegar em casa, eu chorei muito na hora de orar para dormir, o grande vazio e os valores distorcidos daqueles homens, me tocou profundamente. Eu questionei, porque nós cristãos nos calamos tanto para essas pessoas? Porque eles diziam que eu não tinha preconceito? Qual era a visão de um homossexual para com a igreja, e qual a visão da mesma para com eles? Porque nós cristãos nos fechamos para essas pessoas?

Deus me respondeu que eu poderia e deveria amar um homossexual, pois só através desse amor ele poderia se encontrar em Deus.

Talvez você esteja pensando agora: Seria correto eu subir no púlpito de uma igreja e dizer que eu amo um homossexual ou uma prostituta?

Nos meus vários anos de experiência com rê-socialização, e missões noturnas, eu descobri não só na teoria, mas na prática que se não houver amor, nunca haverá recuperação, pois somente o amor verdadeiro, aquele que vem do alto, de Deus, o que não se limita à raça crédulo ou sexualidade definida, é que pode trazer um homem novamente ao convívio da sociedade. 

Ele ama incondicionalmente, mesmo quando nós não o merecemos, Ele ainda chora por nós, e sofre as nossas dores, porque ele odeia o pecado, mas sempre amou o pecador.

Eu não tenho problema algum em subir em um púlpito para dizer em alta voz que eu já amei, e ainda amo um homossexual, isso porque eu conheci um cara que não teve vergonha de subir nu em uma cruz, só para dizer que ama os homossexuais, os pedófilos, as prostitutas, os ladrões, os drogados, entre outros pecadores como eu e você.

Ainda hoje eu tenho muitos amigos, que cultivei nas ruas e nos prostíbulos, são eles travestis, prostitutas, drogados, alcoólatras, mendigos, clientes das drogas e da prostituição, verdadeiros desgraçados como eu, com a diferença de que eu fui alcançado pelo favor não merecido da parte de Deus. Isso não me torna mais ou menos amado por Deus, mas me da o privilégio de poder abençoar essas pessoas que também são queridas do Pai, quem os coloca à margem da sociedade somos nós, Deus os coloca como a coroa da criação a imagem e semelhança dEle mesmo.

Durante minha caminhada cristã eu percebi falhas em meu caráter, principalmente quando eu rotulava essas pessoas sem conhecer suas histórias de vida, talvez você se identifique com uma dessas falhas, e Deus esteja te chamando para um relacionamento mais profundo com Ele.

Descobri que se eu amo pessoas que supostamente tem uma vida santificada semelhante a minha pseudo-santidade, eu não passo de um homossexual gospel, tão somente porque a principal característica de um homossexual é que ele ama alguém do mesmo sexo, ou seja, alguém que se parece com ele. Se eu só quero amar meus irmãos da igreja, eu sou um homossexual gospel porque eu escolho amar quem é igual a mim. 

Quando eu me encontro dentro de um sistema religioso, que nunca me permite enxergar a dor, os sofrimentos e as grandes desgraças do mundo e de quem esta ao meu lado, e eu me vendo para esse sistema, em troca de promessas que Deus nunca fez ou faria, quando quero buscar apenas bênçãos pessoais, eu não passo de umaprostituta gospel, pois eu nunca serei resposta para as mazelas do mundo ou voz contra injustiça, no lugar de lavar minha alma no sangue do Cordeiro, não somente para ser abençoado, mas para abençoar, eu lavo minhas mãos como Pilatos, nas águas sujas de um sistema religioso corrupto, que me ensina a buscar somente as bênçãos do Pai, mas muito pouco, o Pai que me dá essas mesmas bênçãos. 

O interessante é que nesse sistema eu posso ser uma prostituta gospel, mas a prostituta de verdade sempre vai ser uma meretriz, o gay um sodomita efeminado, o mendigo um morador de rua beberrão, a imagem e semelhança de Deus será sempre atribuída aos que foram alcançados pela graça sublime, ou aos líderes religiosos que são semi-deuses na terra. Daí a razão de serem prósperos em tudo.

Descobri ainda que quando eu vou para uma igreja com o intuito somente de cantar desesperado, levantar minhas mãos e chorar, ficar anestesiado e entorpecido pelo chamado louvor espontâneo ou louvor extravagante, eu sinto muito mesmo, pois nós precisamos rever nossos conceitos sobre louvor e adoração. Quem sou eu para questionar a forma como se louva, acredito que essa função é dada ao Espírito Santo, o problema é que biblicamente nós adoramos a Deus com atitudes e não somente com cânticos chamados espirituais, se eu não vivo o que eu canto essas expressões de louvor são apenas uma grande viagem, uma ilusão. Quando isso ocorre, eu não passo de um drogado gospel.

Se eu sirvo a Deus, somente com o intuito de ganhar dinheiro, seja através de uma fé genuína ou ainda por formas escusas, através do evangelho de uma falsa prosperidade, este mesmo que você esta pensado, este que tem arrastado milhares de cristãos para o inferno do capitalismo. Eu com certeza sou um mendigo gospel, pois eu não entendo que sem o próximo não existe Evangelho do Reino, e que viver somente de prosperidade seja qual for a área que se aplique ela, na verdade é viver de migalhas e esmolas espirituais, o que Deus quer nos dar em termos de qualidade de vida é muito maior que ouro e prata, não depende e nunca dependeu dessas coisas ou de uma vida cheia de grandes vitórias e glórias, se Deus tem te prometido somente essas coisas, acho que estamos falando de deuses bem diferentes. Ter um relacionamento íntimo e profundo com o Criador, essa é a verdadeira prosperidade.

Ame incondicionalmente e com certeza você entenderá porque Deus te trouxe para este mundo, e assim será mais fácil você fugir desse mundo gospel.

Hoje eu oro pelo Fábio (Travesti que atende pelo nome de Yasmin), pelo Edílson (ex-presidiário que é soro positivo, contraiu HIV após ser violentado sexualmente na cadeia), pela Claudette (se prostitui para sustentar o vicio de merla e crak), pelo Mário ( perdeu o senso da razão e é tido como louco, porque mora a mais de 20 anos nas ruas), entre outros muitos que eu poderia citar, pessoas maravilhosas que o próprio Deus me deu o privilégio e a honra de poder amar e abraçar como verdadeiros amigos.

Perdoe-me se isso te incomoda, talvez Mateus 25:31-46 esteja rasgado ou riscado em sua bíblia, para não te incomodar também.

Se você entende o que é Graça, e como ela somente inclui, não exclui, meus parabéns!

Você esta apto para viver os valores e os conceitos do Evangelho do Reino de Deus, baseado no texto bíblico citado de Mateus, aproveite e tire um tempinho para ir visitar Jesus Cristo em um hospital, em uma prisão ou qualquer outro lugar onde as margens da sociedade se concentram. 

É legal quando nos lemos João 3:16 na ótica de I João 3:16.

Para encerrar, sempre que eu vejo um homossexual seja um homem ou uma mulher na rua ou em qualquer lugar, eu fico muito tocado e faço sempre à mesma oração:

“Pai eu te peço, por favor, se eu tiver filhos, não permita que um deles se torne um homossexual, mas eu entendo que cada um escolhe seu próprio caminho e dará conta de si a Deus, como eu ouvi muitos exemplos de travestis que se diziam filhos de pastores ou filhos de crentes. 

Pai se um filho meu escolher este caminho, ensina-me a amá-lo como o Senhor ama a todos nós...” 

Texto de Robert Itamar Albert da Costa, missionário da Jocum.

Via Ultimato

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Manifesto Evangelista no Festival Promessas


Descrição

"Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino,
Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.
Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;

E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.
Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério". 
2 Timóteo 4:1-5

Conclamamos os inconformados com as atuais distorções do Evangelho do Reino e da Salvação para o ato público no dia 10/12/2011, durante o Festival Promessas, realizado pela Rede Globo no Aterro do Flamengo. Sabemos que a aproximação dessa emissora com os evangélicos trata-se de uma questão mercadológica e não tem nenhuma ligação com a real proposta das Escrituras Sagradas. Seremos as vozes que clamam no deserto, estaremos aproveitando a oportunidade para pregar o Evangelho Puro e Simples que tem sido negligenciado dos púlpitos da maioria das igrejas brasileiras. Aproveite essa oportunidade para fazer mais do que reclamar na internet.

Que Deus cruze os caminhos dos sete mil que não se dobram diante de Baal. 1 Reis 19:18. 

Que os Joãos Batistas do século XXI sejam recompensados de acordo com a vontade do Pai.

n'Ele, que renova nossas forças e nos tira da zona de conforto. 

Mais informações na página do evento no facebook.

Nosso trabalho está sendo inspirado pela labuta dos irmãos que tem pregado o verdadeiro evangelho nas Marchas para Gizus. Leia sobre isso clicando no link;

Abraços fraternos,

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Saia da Bolha!


Por Marcello Comuna
“E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta.
Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério.” Hb. 13:12-13

Esse texto é uma conclamação ao chamado de estabelecer sobre a terra o Reino de Deus. Um chamado para fazer avançar a grande comissão do nosso General.

Assim como Cristo padeceu fora das portas da cidade, é nosso dever padecer fora das portas da nossa instituição eclesiástica para com todo o esforço ser relevante nessa geração. Mesmo que se relacionar com a cultura ao nosso redor seja desconfortante, é nossa obrigação de fazê-lo. Servir ao chamado não é estar num parque de diversões!

Não me cabe julgar as coisas passadas na igreja, eu não estava lá, sou uma pequena ovelha caminhando apenas há cinco anos com o Bom Pastor.

Então eu vou me ater em falar do que observo nesses cincos anos.

Venho de um meio cultural. Envolvido com música, grupos de poesias, teatros e afins. Um grande choque na minha conversão foi aprender a lidar com a subcultura evangélica. Nunca compreendi bem essa separação entre mundo e igreja. Ao ler as Escrituras, as recomendações para não se associar com as “coisas” do mundo eram claras na minha mente. A instrução era para não agir promiscuamente como o mundo age, porém, parecia que a maioria das pessoas ao meu redor estavam satisfeitas com a interpretação de que os cristãos devam ficar isolados dentro de uma bolha eclesiástica, sob o pretexto de protegê-los das investidas de satanás através do mundo. Ora, está mais do que provado através dos fatos que essa estratégia não deixa ninguém mais santo ou temeroso ao Senhor, pelo contrário, cria um monte de monstrinhos exclusivistas e preconceituosos com todos que não façam parte do seu clubinho.

Não é a toa que a sociedade ainda enxerga o povo de Deus como seres alienados, e não é só por nossa convicção em assuntos polêmicos como sexo antes do casamento e aborto, mas por que o rebanho evangélico é mal informado, não se relaciona com a cultura ao seu redor.

C. S Lewis costumava dizer que um cristão deve andar com a Bíblia em uma mão e um jornal na outra. É obvio! Como ser relevante em nossa comunidade se não compreendemos o contexto cultural que estamos inseridos?

Na excelente e desafiadora obra Reformissão, Mark Driscoll sugere que a igreja hoje deva encarar o evangelismo local como obra missionária. Reformissão (reformar a missão) seria enviar missionários primeiramente em nossa cultura local. Aplicar ao nosso evangelismo o mesmo conceito que missionários aplicam em terras estrangeiras, se relacionando com a cultura, se tornando amigo das pessoas, criando um vinculo de amizade, e em um segundo momento apresentando a fé, mas acima de tudo, amando as pessoas independentes se aceitarão a Cristo, se mostrando relevante para aquela comunidade. Mas que fique claro que isso não significa abandonar as missões internacionais. Veja o que Driscoll descreve sobre o conceito de reformar a missão.

“A reformissão é um chamado radical para que os cristãos e as igrejas cristas retomem o compromisso de viver e comunicar o Evangelho, e para fazê-lo sem ceder às pressões para comprometer a verdade do Evangelho, ou sem segregar o seu poder à segurança do interior da igreja. O alvo da reformissão é liberar continuamente o Evangelho, para que este faça a sua obra de reforma das culturas dominantes e das subculturas das igrejas.”

Hoje o que acontece nas igrejas é que primeiro queremos enfiar Jesus goela abaixo nas pessoas, e só depois disso nos tornamos “amigos” delas. Até investimos um tempo, mas se elas forem resistentes ao evangelho, viramos as costas com nossa hipócrita consciência tranquila pensando que elas não eram predestinadas. Ora, não foi isso que Cristo nos ensinou!

Ele deu o exemplo, Ele se relacionava com os fariseus (religiosos ou crentes) e também com os loucos. Ele estava totalmente inserido na cultura local de sua cidade. E instruía os seus discípulos a se relacionar com a comunidade. Vêm e vê! Dizia o Mestre.

Eu observo o contexto de igreja na sociedade e choro amargamente por sua irrelevância, e digo sem medo de ser feliz que Cristo também chora como chorou por Jerusalém no passado!

A igreja precisa se relacionar com sua comunidade, precisa se tornar atraente com uma contextualização do Evangelho, porém, mantendo-se fiel as verdades das Escrituras. Precisamos estar comprometidos por completo no evangelismo relacional, tratando-o como uma verdadeira missão urbana.

Precisamos desmistificar toda essa questão entre materiais seculares e cristãos, isso é mais uma ferramenta para isolar o sal da comida. Os “santinhos” com as musiquinhas “santas” dos “santos mercados fonográficos gospels” de um lado, e os diabinhos sem Cristo com o rock n’ roll do outro. O crente, consciente e maduro, cheio do Espírito Santo, sabe discernir o santo do profano, tem maturidade como Daniel para conviver na Babilônia sem se contaminar e ainda testemunhar com atitudes o caráter de Deus.

Contudo, se relacionar com a cultura ao redor é perigoso. Há grandes riscos. Ouvi um chapa dizer que para conhecer um cristão basta jogá-lo no mundo. Talvez essa seja a desculpa de muitos líderes para manter sua igreja naquela rotina medíocre, mantendo-a como um clube social. É verdade que muitos ao se relacionarem com a cultura caem, se desviam. Porém, quem se desvia, na verdade, nunca esteve no Caminho. Pensava que estava, o convenceram que estava. Um falso evangelho ou um conjunto de regras morais dogmáticas costuma convencer que fariseus se tornaram cristãos genuínos.

Líderes! Instruam suas ovelhas a se lançarem sobre a Pedra Fundamental e eles serão despedaçados e libertos das mazelas ocultas que os fazem tropeçar quando se relacionam com a cultura. Deus preferiu nos confiar à missão de evangelizar a terra do que a anjos, e Ele sabia que havia riscos! Quando nos enclausuramos dentro de uma zona conforto institucional com medo do mundo estamos pecando contra Deus!

Concluo te convidando a sair da bolha! Te encorajo a olhar diferente para aqueles maconheiros, adúlteros, prostitutas, avarentos e toda raça de gente que não faça parte do seu clube social eclesiástico. Olhe para eles com a mesma misericórdia que Deus olhou para você.

Sejamos relevantes! Deus abençoe!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Separei 7 mil homens que não se dobraram!



“Separei para mim sete mil homens que não se dobraram diante de Baal.” 1 Reis 19.18

Quero compartilhar uma experiência que estou vivendo e creio que pode renovar a fé de muitos.

Tempos atrás passei por mais umas daquelas ministrações face to face com o Pai.

Sabe aquelas situações em que um irmão trocando uma idéia contigo, daquelas despretensiosas, fala uma frase que para o tempo?!

Como num filme, tudo ao seu redor se mexe mas você está congelado naquela cena. É o seu Peniel verbal. Deus falando direto e reto sem rodopios, cambalhotas, “eis que te digo”, ou coisas do tipo. Quero deixar claro que me considero um pentecostal, porém a gente amadurece e começa a reconhecer as meninices no nosso meio. Mas isso é outro assunto...

Em um tempo onde cada dia o capitalismo se torna mais selvagem, é difícil encontrar alguém que realmente tenha ligado o DANE-SE para as trivialidades do Day by Day. Já julguei muito esses irmãos que priorizam tudo, do namoro a carreira, da escala no templo aos títulos na frente da congregação, priorizam tudo menos a expansão do Reino. Não julgo mais. Deixe estar.

Mas o fato é que isso dói. Dói você olhar para o lado e ver que muitos foram ficando pelo caminho. Foi num desses momentos melancólicos, diante de uma seara big trash, tribos urbanas; emos, clubbers, rappers, headbeangers, skatistas, gays, muitos gays, meninos e meninas brincando de sexo sob a luz lunar nas sextas feiras da vida que o Dono da seara verbalizou nos meus ouvidos: “Separei para mim sete mil homens que não se dobraram diante de Baal.”

Naquele meu momento de total impotência solitária, aquelas palavras de um recém conhecido foram como um bálsamo para mim. Aquele colega não sabia, mas estava entoando uma profecia que viria a se cumprir semanas depois.

Hoje eu tenho um grupo de pessoas que enxergam as vidas humanas como eu, e que buscam incessantemente um dia conseguir enxergar como o Pai enxerga.

Não sou o líder deles, sou um aliado, tenho a honra de estar junto. Enquanto escrevia lembrei-me dos versos daquela velha canção.

“... Que seja eterno enquanto dure esse amor, que dure para sempre,
Que seja abençoado por Deus, que seja diferente...”.

Que Deus continue mandando ceifeiros para a sua seara.